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Forças militares do Equador estão em alerta

O ministro da defesa ressaltou que os militares têm a ordem de repelir qualquer incursão de tropas estrangeiras

EFE

02 de março de 2008 | 02h13

As forças militares do Equador estão "em estado de alerta" na fronteira com a Colômbia e "repelirão qualquer agressão externa", disse neste sábado o ministro da Defesa equatoriano, Wellington Sandoval. As declarações de Sandoval foram feitas ao final de uma entrevista coletiva do presidente, Rafael Correa, na qual disse ter lamentado "a agressão" ao Equador por parte da Colômbia, durante operação militar na qual o porta-voz internacional das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, foi morto. O presidente equatoriano chamou a Quito seu embaixador em Bogotá. O titular da Defesa disse que o lugar onde se cometeu o massacre de guerrilheiros colombianos por parte do Exército desse país se encontra no setor conhecido como Angostura, "a pouco mais de dois quilômetros" da linha de fronteira, na província equatoriana de Sucumbíos. "Existem tropas que estão instaladas neste momento no lugar dos eventos", as mesmas que constataram que o ataque das forças militares colombianas deixou 15 guerrilheiros mortos e duas guerrilheiras feridas, disse Sandoval. Só foram levados dois corpos, o de Reyes e o de Guillermo Enrique Torres, conhecido como Julián Conrado, ideólogo das Farc, disse o ministro da Defesa. "Este é um lugar muito recôndito na selva (amazônica) e, obviamente, nossas tropas não estavam presentes" no momento do ataque, porque é "muito difícil" ter soldados ao longo de toda a fronteira, acrescentou. Sandoval disse que domingo irá à região dos ataques para se informar sobre "a extensão do problema e para conversar com os oficiais que estiveram no lugar". O ministro ressaltou que os militares do Equador têm a ordem de repelir, "absolutamente", qualquer tipo de incursão de tropas estrangeiras. Sandoval disse que as forças militares de seu país tinham constatado que guerrilheiros das Farc tinham instalado, há algum tempo, alguns acampamentos de "descanso" em setores selváticos em território equatoriano. "O mais provável é que em algum desses acampamentos estivesse descansando o segundo homem das Farc, Raúl Reyes", acrescentou o ministro, após destacar que sua localização por parte do Exército colombiano, foi possível pelo uso de "alta tecnologia" em interferência telefônica e rastreamento eletrônico. As Forças Armadas do Equador, "claro que estão em alerta", acrescentou Sandoval e reiterou que as tropas serão aumentadas na fronteira, como forma de dissuasão. O ministro coordenador de Segurança Interna e Externa, Gustavo Larrea, não descartou que o Equador possa recorrer a instâncias internacionais para denunciar a "agressão" colombiana ao território equatoriano. "É o atentado mais grave à soberania equatoriana cometido pela Colômbia, pelo menos, neste século. Ou seja, não há antecedentes de uma incursão armada de um Estado frente a outro Estado soberano, sem respeitar nenhum procedimento internacional", acrescentou Larrea.

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