Forças paraguaias matam mais um líder de grupo armado

O governo paraguaio afirmou nesta sexta-feira que outro membro do Exército do Povo Paraguaio (EPP) foi morto no norte do país, na terceira baixa importante em dois meses no pequeno grupo responsável por sequestros e assassinatos.

REUTERS

24 de setembro de 2010 | 12h22

Nimio Cardozo foi morto depois de enfrentamentos com a polícia na localidade de Huguá Ñandú, situada cerca de 500 quilômetros ao norte de Assunção. As autoridades estão procurando outros membros do grupo que o acompanhavam, um dos quais estaria ferido, disse o ministro do Interior, Rafael Filizzola.

Cardozo era apontado como o responsável pelo sequestro e assassinato da filha do ex-presidente Raúl Cubas, Cecilia, em 2004, além de outros três sequestros para extorquir dinheiro na última década.

O homem estava usando roupa de camuflagem, tinha armas, uma granada de mão e 1.100 dólares em seu poder. A polícia descobriu também um acampamento com explosivos, granadas e mantimentos do grupo.

Os confrontos ocorreram dias depois de os meios de comunicação terem recebido um suposto comunicado do EPP que qualificava o presidente do país, Fernando Lugo, de cadáver ambulante e ameaçava os informantes da polícia.

O EPP atua em uma zona limítrofe com a Bolívia e o Brasil, onde o governo declarou estado de exceção meses atrás para aumentar a segurança e concentrar militares na busca do grupo, que aspira a converter-se em uma guerrilha. Seus membros foram treinados pelas Farc.

(Reportagem de Daniela Desantis)

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