Forças políticas e sociais da Argentina repudiam 'chantagem' contra Cuba

Documento assinado por diretores de partidos políticos chamou dissidentes de 'presos comuns'

20 de abril de 2010 | 22h23

Efe

 

BUENOS AIRES- Diretores de partidos políticos e organizações sociais da Argentina expressaram nesta terça-feira, 20, seu apoio ao governo e ao povo cubanos e repudiaram a "chantagem política" que, para eles, Estados Unidos e seus aliados europeus submetem ao país caribenho.

 

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"O ataque difamatório a Cuba não é mais que a ponta do iceberg com que pretendem cessar os grandes avanços dos povos latino-americanos, que hoje brigam por sua segunda e definitiva independência", afirmaram em uma declaração conjunta.

 

O documento foi lido em um ato na sede da Embaixada de Cuba em Buenos Aires por Fanny Edelman, uma histórica dirigente do Partido Comunista de 99 anos.

 

"Nós argentinos bem sabemos que Cuba não negocia sob pressão e menos ainda por chantagens políticas. As excelentes relações da Argentina e da maioria dos países que respeitam sua autodeterminação pensam assim", destacou.

 

Segundo o documento, "o caso dos bandidos transformados em 'vítimas do regime' não são mais que cortinas atrás das quais os EUA e seus aliados da Europa tentam ocultar situações gravíssimas, geradas por suas próprias políticas externas de ingerência nos assuntos internos de outros países".

 

O documento repudiou "todo tipo de ingerência imperialista" na América Latina e indicou que "a morte de Zapata Tamayo (opositor de Fidel Castro) é uma tragédia humana lamentável, mas sua manipulação política e midiática não se justificam".

 

Após ouvir a leitura do documento, o embaixador de Cuba na Argentina, Aramis Fuente Hernández, agradeceu o respaldo ao Governo de Raúl Castro e ao povo cubano. "Esse gesto e demonstração de solidariedade nos emociona", disse o diplomata.

 

"Cuba não mente: os que estão órfãos de ideias são eles e como não encontraram mártires, buscaram esse tipo de pessoas que são presos comuns com prontuários delitivos", disse, ao fazer alusão aos caso de Zapata, morto no final de fevereiro após greve de fome de 85 dias, e do dissidente Guillermo Fariñas, também em jejum desde fevereiro.

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