Forças venezuelanas procuram Betancourt em zona de fronteira

Colunista havia afirmado que ex-candidata estava num sítio; forças não encontraram nada na região

REUTERS

08 de agosto de 2007 | 15h19

A Venezuela disse nesta quarta-feira, 8, que procurou a ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt em uma zona de fronteira, mas não a encontrou. Betancourt foi sequestrada em 2002 pela guerrilha colombiana e havia informações da imprensa de que ela estaria na região, para ser libertada sob a intermediação do presidente Hugo Chávez.   Veja também: Mãe de Betancourt preferiria que filha estivesse na Venezuela  Dois militares reféns morrem em poder das Farc   A colunista venezuelana Patricia Poleo publicou esta semana que Betancourt estava num sítio perto de Elorza, no sudoeste da Venezuela."Fizemos uma ampla mobilização da Força Armada Nacional, de órgãos da inteligência, e depois chegamos à região, mas a pessoa não está lá", disse a jornalistas o ministro do Interior e da Justiça, Pedro Carreño.Chávez negou as versões da imprensa e a Colômbia disse que se tratava de boato. "Não é um bom serviço à vida dessa senhora ficar criando especulações", acrescentou o ministro.A mãe de Betancourt, Yolanda Pulecio, pediu a Chávez que ajude os colombianos a pressionar o presidente Alvaro Uribe, para que feche um acordo com a guerrilha e os reféns sejam libertados.O novo presidente da França, Nicolas Sarkozy, também já se envolveu no caso. Betancourt tem cidadania francesa, além de colombiana.Pulecio também pediu aos rebeldes, que sequestraram a política em plena campanha presidencial, que acelerem as negociações.As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) exigem a criação de uma zona desmilitarizada para negociar um acordo pela libertação de 49 reféns, em troca de centenas de guerrilheiros presos. Mas o governo quer que a guerrilha liberte primeiro os sequestrados, e afirma que o grupo só quer desmilitarizar a região para se recuperar das ofensivas do governo, que o teriam debilitado.

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