França não confirma reunião com as Farc na Colômbia

Colômbia autorizou a entrada de dois delegados europeus para um 'encontro direto' com a guerrilha

Efe,

01 de julho de 2008 | 14h25

A França reiterou nesta terça-feira, 31, sua "determinação" a favor da libertação dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), entre eles a ex-candidata à Presidência colombiana Ingrid Betancourt, mas não quis confirmar a reunião de um representante francês com o novo líder da guerrilha nas montanhas colombianas. Veja também:Mediadores europeus tentam negociar com chefes das FarcO drama de IngridPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região   "Se o que se deseja é trabalhar com seriedade, chega um momento no qual não se deve fazer comentários", assinalou o porta-voz do Ministério de Exteriores francês, Eric Chevallier, em resposta às perguntas da imprensa. Chevallier ressaltou, no entanto, que em uma missão como a empreendida pela França, "é preciso falar com todo o mundo", ao tempo que expressou a "total determinação" de Paris nos esforços para libertar os reféns. O governo colombiano confirmou nesta terça que autorizou a entrada de dois delegados europeus para que mantivessem um "encontro direto com o secretariado das Farc", dirigido à libertação de todos os seqüestrados, embora não tenha dado mais detalhes. Segundo a imprensa colombiana, o francês Noël Sanz e o suíço Jean-Pierre Gontard teriam se reunido nas montanhas da Colômbia com o líder máximo das Farc, conhecido como "Alfonso Cano", e com outros membros do secretariado da guerrilha. Há algumas semanas, fontes próximas ao Palácio do Eliseu indicaram que a França tinha mantido contato com a nova direção das Farc. Alfonso Cano sucedeu no comando da guerrilha o veterano "Manuel Marulanda", morto em meados deste ano. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, fixou como meta conseguir a libertação de Betancourt, ex-candidata à Presidência da Colômbia seqüestrada em fevereiro de 2002. A guerrilha se declarou disposta a trocar 40 seqüestrados, entre eles Betancourt e três americanos, por cerca de 500 rebeldes presos. No entanto, as Farc e o governo não chegaram a um acordo sobre a desmilitarização de um local onde poderia ser realizado o diálogo sobre a troca humanitária.

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