França pede a Uribe que não descarte ajuda para libertar reféns

Sarkozy deu apoio às iniciativas do governo colombiano para libertar as 44 pessoas que ainda estão com as Farcs

REUTERS

21 de janeiro de 2008 | 15h38

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, pediu nesta segunda-feira, 21, ao presidente colombiano, Alvaro Uribe, que não "exclua" nenhum tipo de cooperação "útil" na tentativa de conseguir a libertação de 44 reféns que estão nas mãos da maior guerrilha da Colômbia. Sarkozy deu seu apoio às iniciativas do governo colombiano para acabar com o drama dos reféns, incluindo a intervenção da Igreja Católica e da Espanha, da França e da Suíça, disse o porta-voz presidencial David Martinon. Os dois presidentes se reuniram por cerca de 45 minutos para falar do problema. Uma das reféns é a ex-presidenciável Ingrid Betancourt, que também tem nacionalidade francesa. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) querem trocar os sequestrados por cerca de 500 rebeldes presos. Segundo Martinon, o presidente francês agradeceu a Uribe por ter facilitado a libertação das políticas Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo. As duas foram entregues pelas Farc em uma missão organizada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que havia sido retirado das negociações por Uribe. Sarkozy vem tratando do assunto com afinco desde que assumiu a Presidência, em maio de 2007. Ele apoiou a mediação de Chávez no caso. Na reunião de segunda-feira, o francês pediu a Uribe que não exclua ninguém da negociação, de acordo com o porta-voz. O presidente lembrou que a França permanece solidária à posição da União Européia (UE) sobre as Farc. A UE considera o grupo uma organização terrorista, assim com os Estados Unidos. Depois da libertação das reféns, Chávez chegou a pedir ao mundo que retirasse o grupo desse tipo de lista. "Os relógios da França e da Colômbia estão sincronizados", disse Uribe.

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