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França pede que Brasil medeie libertação de Ingrid Betancourt

No 6º aniversário do seqüestro da franco-colombiana, ação do governo Lula torna-se centro das atenções

Andrei Neto, especial para o Estado,

22 de fevereiro de 2008 | 18h11

O ato de desagravo que marcou em Paris o sexto aniversário do seqüestro da cientista política franco-colombiana Ingrid Betancourt pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) teve o Brasil como centro das discussões. O consenso entre intelectuais, políticos e familiares da refém é de que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva é o único com livre trânsito diplomático com líderes políticos da Venezuela, da Colômbia, dos Estados Unidos e da Europa, visto como premissa para o acordo diplomático com os guerrilheiros.   Veja também: Colombianos acham que exposição dificulta liberdade de Ingrid Betancourt Parentes temem operação de resgate Colômbia diz conhecer localização de reféns França confirma libertação de quarto reféns Por dentro das Farc   A constatação foi a mais relevante do encontro, realizado na tarde desta sexta-feira, 22, em Paris, entre familiares da refém e intelectuais franceses com a ex-senadora colombiana e ex-refém Consuelo González, libertada pelos revolucionários em janeiro passado - junto da ex-candidata à vice-presidente da Colômbia Clara Rojas.   De acordo com o diplomata aposentado e ex-marido de Ingrid Fabrice Delloye, Lula é um homem essencial na América Latina e, conseqüentemente, na negociação humanitária. "Primeiro, porque ele é o presidente da mais importante nação latino-americana. Segundo, porque é ouvido nos Estados Unidos, na Europa, na Venezuela e na Colômbia", disse Delloye, pai de Mélanie e Lorenzo, os filhos de Ingrid, ex-candidata à presidência da Colômbia. "Ele (Lula) pode reunir ao seu redor todas as forças necessárias para o alargamento das negociações, que levarão o presidente (da Colômbia) Álvaro Uribe a compreender que o mundo todo quer ajudá-lo a encontrar uma solução para a liberação dos seqüestrados."   Segundo Delloye, Lula deixou claro ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, durante reunião na Guiana Francesa, há 10 dias, que aguarda o sinal de Uribe para se aprofundar nas negociações. "É preciso que o presidente colombiano aceite escutar a comunidade internacional", exortou, antevendo empecilhos. "Ele sabe perfeitamente que a comunidade internacional vai lhe exigir um acordo humanitário com as Farc."   Leia mais sobre os atos pela libertação de Ingrid no Estadão deste sábado, 22.

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