França pede que Colômbia não arrisque vida de reféns das Farc

Pedido é feito após o anúncio de que o Exército colombiano iniciou operações na busca dos seqüestrados

Efe,

28 de janeiro de 2008 | 14h33

O governo francês pediu nesta segunda-feira, 28, que a Colômbia não realize nenhuma ação que coloque em perigo a vida dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), após receber informações de que o Exército colombiano iniciou manobras para cercar as regiões nas quais estariam os seqüestrados.   Veja também: Por dentro das Farc  Reféns colombianos: do seqüestro à liberdade   "A posição da França é constante e bem conhecida: nada deve ser feito que coloque em perigo a vida dos seqüestrados", declarou o porta-voz adjunto do Ministério de Relações Exteriores, Frédéric Desagneaux. O porta-voz não quis informar se a França considera que a atuação do Exército colombiano coloca em perigo a vida dos reféns, como temem os familiares dos seqüestrados.   As associações de apoio à libertação de Ingrid Betancourt afirmaram que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, ordenou que militares cercassem no último sábado as regiões nas quais a guerrilha abriga os reféns.   O ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou que as Farc perderam mais da metade de seus combatentes desde que Álvaro Uribe assumiu a presidência, em 2002. Santos disse que a guerrilha tem entre 6 mil e 8 mil combatentes - antes, estimava-se em 17 mil o número de guerrilheiros.   Ele lembrou os números que apresentou esta semana sobre os resultados das Forças Militares em 2007, segundo os quais no ano passado foram mortos em combate 2.067 insurgentes das Farc e do Exército de Libertação Nacional (ELN).

Tudo o que sabemos sobre:
FarcFrançaColômbia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.