França promete intensificar esforços para soltar reféns das Farc

Embaixador afirma que provas de vida dos reféns são um incentivo para a busca de um acordo humanitário

Efe e Reuters,

04 de dezembro de 2007 | 07h50

O embaixador francês na Colômbia, Jean-Michel Marlaud, anunciou na segunda-feira, 3, que Paris intensificará os esforços para libertar a ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt e outros reféns sequestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).   Veja também: Tensão na América do Sul  O diplomata disse que as provas de vida de Betancourt, de três norte-americano e 12 colombianos, divulgadas pelo governo colombiano na sexta-feira, são um incentivo para buscar um acordo humanitário entre Bogotá e as Farc. "Creio que o importante é que queremos continuar com todos os esforços em favor de um acordo humanitário, como já disse o presidente (francês Nicolas) Sarkozy na semana passada. A chegada das provas de vida é uma razão a mais para continuar e intensificar nossos esforços", afirmou Marlaud a jornalistas. O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, conversou no sábado com seu colega francês para impulsionar um esforço para alcançar a liberdade de 49 reféns que as Farc tentam trocar por cerca de 500 guerrilheiros presos. Uribe propôs a mediação da França depois que se viram as provas de vida de 16 reféns, confiscadas pelo Exército durante uma operação militar em Bogotá. Durante a ação, foram capturados três rebeldes que tinham a missão de enviar as provas ao presidente venezuelano, Hugo Chávez. A Colômbia suspendeu a intermediação de Chávez, a quem acusou de manipular o tema dos sequestrados e sua possível libertação.  As próprias Farc, que criticaram a decisão de Uribe de afastar Chávez, admitiram no fim de semana que o papel de Sarkozy pode ser fundamental para se chegar a um acordo que ponha fim ao drama dos reféns - alguns deles próximos de completar 10 anos no cárcere em acampamentos rebeldes na selva. Intervenção americana   O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, telefonou nesta segunda-feira, 3, para o seu colega colombiano, Álvaro Uribe, para pedir detalhes sobre as provas de vida de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). As autoridades colombianas confiscaram as provas na semana passada.   O porta-voz da Casa de Nariño (sede do governo), César Mauricio Velásquez, disse à imprensa que Bush "queria conhecer mais detalhes da vida, do desenvolvimento, da pronta libertação de todos os seqüestrados".   Ele acrescentou que o governante não se interessou apenas pelos três americanos que integram o grupo de 45 seqüestrados com fins de troca. Marc Gonsalves, Thomas Howes e Keith Stansell foram seqüestrados pelas Farc em fevereiro de 2003.  

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