França promete que 'não abandonará Ingrid', diz chanceler

Kouchner diz que governo francês está obstinado a resgatar a franco-colombiana refém das Farc na Colômbia

Efe e Associated Press,

09 de abril de 2008 | 09h15

O ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, prometeu nesta quarta-feira, 9, que Paris não desistirá da busca pela libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt apesar da "grande decepção" causada pelo fracasso da mais recente iniciativa de se chegar a ela. Kouchner disse a jornalistas em Paris que "a França não abandonará" Ingrid, que também tem cidadania francesa.  Veja também:Sinais particulares de Ingrid, por LoredanoConheça a trajetória de Ingrid Betancourt Por dentro das Farc Entenda a crise  Histórico dos conflitos armados na região   Ingrid é mantida em cativeiro há mais de seis anos por rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Acredita-se que ela esteja gravemente doente. Um avião enviado pelo governo francês passou vários dias em um aeroporto de Bogotá com uma missão integrada por médicos e diplomatas com o objetivo de chegar a Ingrid, mas na noite de terça-feira, Paris anunciou a suspensão da missão depois que as Farc reforçaram que não libertariam a refém unilateralmente. Em comunicado, a direção das Farc disse que a missão médica não era "procedente", não foi coordenada previamente e era o resultado da "má fé" do presidente colombiano, Álvaro Uribe, em relação ao Palácio do Eliseu. "Sem o acordo das Farc para esta missão muito precisa", que estava relacionada à "urgência da situação humana e médica" da franco-colombiana Ingrid Betancourt, não há "neste momento nenhuma possibilidade para esta missão", disse hoje o ministro. "É preciso ter isso em conta, mas isso não significa que desistimos. Ao contrário, estamos obstinados", disse Kouchner. O chanceler afirmou, sem dar datas, que em um futuro "bastante próximo" irá à região para tentar relançar os esforços em uma missão que "será, sem dúvida, diferente".

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