França quer papel ativo do Brasil em libertar reféns das Farc

O Brasil e outros países da AméricaLatina poderiam ter um papel ativo na tentativa de libertar osreféns políticos em poder da guerrilha colombiana Farc, dissena quinta-feira o chanceler da França, Bernard Kouchner. Paris defende um acordo que leve à troca dos 44 reféns porcerca de 500 militantes das Farc atualmente presos. Entre osreféns está a ex-candidata a presidente Ingrid Betancourt, quetambém tem cidadania francesa. Kouchner se reuniu com o presidente Alvaro Uribe e comoutros funcionários do governo da Colômbia, e disse que "todoscompartilham do respeito por esse grande presidente Lula e pelogrande país que é o Brasil". "Também acontece que tanto o presidente Uribe como opresidente [Nicolás] Sarkozy mantêm relações excelentes comLula e falaram com ele a respeito de uma colaboração e de umcaminho que poderiam percorrer juntos nessa direção, que é alibertação dos reféns", afirmou. "Acho que todos os países quepodem participar teriam de se envolver." Até agora, porém, a Colômbia só autorizou que França,Espanha, Suíça e a Igreja Católica realizassem contatos com asFarc nesse sentido. Na véspera da reunião com Uribe, Kouchner esteve com opresidente da Venezuela, Hugo Chávez, a quem as Farc entregaramduas reféns no começo deste ano. Espera-se para breve alibertação de pelo menos mais quatro políticos sequestrados.Kouchner disse que esses reféns serão soltos por razões desaúde. De acordo com o chanceler, há "uma preocupação política naAmérica Latina e no mundo inteiro" sobre os reféns, mas admitiuque "as coisas avançam lentas demais", e que isso éinsuportável para as vítimas. Ele disse que a França reiterou o apelo para que a Colômbiasuspenda operações militares de resgate, devido ao risco querepresentam para os reféns. Alguns dos sequestrados estão há mais de dez anos emcativeiro, e a intransigência do governo e da guerrilha impedeaté mesmo o início de negociações.

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