França retoma contatos com Farc para soltar Ingrid Betancourt

Governo afirma que já dialoga com o grupo após alterações na liderança, comandando agora por Alfonso Cano

Reuters,

19 de junho de 2008 | 10h52

A França retomou o contato com líderes da guerrilha da Colômbia, que mantém como refém a franco-colombiana Ingrid Betancourt, para tentar conseguir sua libertação, informaram fontes da Presidência francesa nesta quinta-feira, 19. O contato havia sido rompido depois que o principal líder da esquerdista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, foi morto em março.   Veja também: O drama de Ingrid Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região     As Farc se envolveram com seqüestros, extorsão e tráfico de cocaína para financiar suas operações contra os militares colombianos e os grupos paramilitares. "Nós conseguimos restabelecer o diálogo com certos membros das Farc. Estamos buscando contatos, mas discretamente", disse uma fonte do alto escalão da Presidência da França, sob condição de manter o anonimato.   As Farc sofreram recentemente uma série de perdas em sua cúpula, incluindo a do fundador do grupo, Manuel Marulanda e a de seu vice, Raúl Reyes, que era designado pelo ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, como o principal contato do país com a guerrilha.   O presidente colombiano, Álvaro Uribe, afirmou na sexta-feira que um rebelde das Farc havia proposto libertar Ingrid e outros reféns em troca de proteção contra extradição.   Os esforços para negociações com as Farc sobre os reféns, entre os quais muitos mantidos em cativeiros na selva há uma década, estão paralisados. Mas a recente morte de três comandantes e deserções estimuladas por recompensas do governo, enfraqueceram os rebeldes.   Uribe disse que a agência de inteligência da Colômbia respondeu à proposta com uma oferta de proteção contra extradição caso os reféns sejam libertados, mas ele não deu detalhes nem nomes.   Ex-candidata presidencial, Ingrid tem dupla nacionalidade (francesa e colombiana) e foi seqüestrada há mais de cinco anos, quando fazia campanha eleitoral no interior do país. A França tem se empenhado em obter a libertação dela. A fonte na Presidência francesa disse que a última informação obtida sobre o estado de saúde de Ingrid - que parecia muito fraca em imagens de vídeo divulgadas pela guerrilha em novembro - é de que é sério, mas não desesperador. Mas ele acrescentou que esse dado não foi confirmado. "Todas indicações que temos sugerem que ela está viva e sua condição não é grave", disse a fonte.

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