Fujimori cochila durante julgamento no Peru

Audiência por violação de direitos humanos é adiada após ex-presidente se queixar de cansaço

Agências internacionais,

25 de março de 2008 | 10h35

O juiz responsável pelo julgamento do ex-presidente peruano Alberto Fujimori por violações de direitos humanos suspendeu a audiência de segunda-feira, 24, após o acusado dormir diante do Tribunal e se queixar de dor nas pernas, segundo o jornal El Pais.  Fujimori, de 69 anos, seguia com atenção o testemunho do general Juan Rivero Lazo, ex chefe da Direção de Inteligência do Exército peruano, quando começou a cochilar. Ao perceber que o ex-presidente dormia, o juiz César San Martín ainda o chamou por duas vezes, sem acordá-lo. Fujimori despertou surpreso de que todos o observavam, e questionado pela autoridade se teria algum problema de saúde ou estava apenas cansado, ele afirmou que está "esgotado nos últimos dias", e queixou se de dor nas pernas. O juiz chegou a pedir que um médico o examinasse, mas o ex-presidente afirmou que "não seria necessário". Fujimori, presidente entre 1990 e 2000, está sendo julgado pelos casos de abuso de direitos humanos, como as chacinas de "Barrios Altos" e "La Cantuta", em que 25 suspeitos de ligação com o grupo maoísta Sendero Luminoso foram vítimas de execuções extrajudiciais realizadas por agentes do Estado.  A promotoria pede 30 anos de prisão a Fujimori por abusos aos direitos humanos, que o ex-presidente nega. Ele já foi condenado a seis anos por outro caso, relativo à eliminação de provas de corrupção. Fujimori viveu exilado no Japão durante cinco anos. Ao tentar se transferir para o Chile, foi detido, passou dois anos sob prisão domiciliar e acabou sendo extraditado para Lima em 2007.

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