Fujimori é julgado mais uma vez por corrupção

Ex-presidente peruano é acusado de pagar cerca de R$ 30 mi a ex-assessor com verbas desviadas da previdência

13 de julho de 2009 | 15h56

Um julgamento contra o ex-presidente peruano Alberto Fujimori, acusado de indenizar seu ex-assessor, Vladimiro Montesinos, ilegalmente com U$ 15 milhões (cerca de R$ 30 milhões), começou nesta segunda-feira, 13, informou a agência de notícias AFP.

 

A entrega do dinheiro teria ocorrido em 2000, dois meses antes do regime de Fujimori entrar em colapso. Se for condenado, o ex-presidente pode pegar até oito anos de prisão.

 

Fujimori, de 70 anos, é acusado neste caso de falsidade ideológica por ter ordenado o pagamento de U$ 15 milhões a Montesinos como compensação por ter sido seu empregado por dez anos.

 

O fiscal Avelino Guillén sustentou, na apresentação do caso, que o ex-mandatário desviou dinheiro destinado à previdência para pagar a quantia a Montesinos, um influente assessor atualmente preso.

 

O julgamento se realiza em uma sede da Polícia em Lima, e o tribunal é presidido por césar San Martín, mesmo magistrado que liderou um processo de 15 meses por violação de direitos humanos que terminou em abril condenando Fujimori a 25 anos de prisão. Em dezembro do ano passado, Fujimori já havia siso condenado a seis anos de prisão por crimes envolvendo a propriedade da então esposa de Montesinos.

 

No sistema carcerário peruano, não há acumulação de penas. Prevalece a condenação pelo maior período de tempo. Fujimori, presidente entre 1990 e 2000, aguarda outros dois julgamentos por corrupção.

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