Fujimori nega ter ordenado 'guerra suja' contra guerrilhas

O ex-presidente peruano Alberto Fujimorinegou nesta quarta-feira que seu governo tenha ordenado umapolítica de "guerra suja" no combate das forças de segurançacontra a guerrilha de esquerda no Peru. A declaração do ex-mandatário contradiz a posição dapromotoria pública, que o acusa de ter ordenado o assassinatode 25 pessoas, entre as quais uma criança de oito anos, e osequestro de opositores entre 1991 e 1992. "Em nenhum momento se estabelecem ordens de transgressõesdessa natureza...absolutamente", disse Fujimori em um tribunal. O ex-presidente respondia às perguntas de seu advogado,César Nakazaki, durante a sétima jornada de um julgamento porviolação de direitos humanos. A promotoria pede até 30 anos deprisão. Fujimori, de 69 anos, reconheceu na sexta-feira que foramcometidos abusos durante a luta contra o "terrorismo", e pediudesculpas aos familiares das vítimas da guerrilha e das forçasde segurança durante seu mandato. Na nova audiência, o ex-presidente negou ter ordenado àsforças de segurança que violassem a Constituição do país outratados internacionais de direitos humanos durante ocumprimento das "ordens". "Tampouco (...) houve uma política para cometer excessos,para cometer violações aos direitos humanos, para fazer asdesaparições, não houve política (desse tipo) em nenhumgoverno", acrescentou Fujimori. (Por Jean Luis Arce)

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