Fujimori 'vive como um rei' na prisão, diz imprensa peruana

Segundo jornal 'La Primera', ex-presidente peruano recebe visitas irregulares de parentes, advogados e amigos

EFE

02 de maio de 2008 | 21h50

O ex-presidente peruano Alberto Fujimori (1990-2000), que é julgado por violações aos direitos humanos, "vive como um rei" no centro de detenção no qual se encontra em Lima, denunciou hoje o jornal "La Primera". Aparentemente, ele "recebe visita irregulares de parentes, advogados que não se identificam, assim como congressistas, amigos e até videntes, fora dos horários estabelecidos" pelo Instituto Nacional Penitenciário (Inpe), e inclusive faz ligações telefônicas ao Japão, segundo a versão. Entre seus freqüentes visitantes estão os congressistas fujimoristas Carlos Raffo, María Cuculiza, Rolando Souza e Marta Moyano, além de seu irmão mais novo, Santiago Fujimori. Alguns foram ao local de manhã e só saíram perto de meia-noite, segundo um documento citado pelo jornal que registra estas entradasentre 20 e 27 de abril. O "La Primera" destacou as singulares visitas de videntes, que não aparecem no registro oficial, e assinalou que os advogados do estúdio de César Nakazaki entram à noite na Direção de Operações Especiais da Polícia (Dinoes), onde o ex-chefe de Estado está detido. O jornal acrescentou na matéria que "há várias pessoas estranhas que entram na caminhonete do 'staff' de advogados, mas com os rostos cobertos com capuz para evitar serem identificados pelo pessoal da Polícia da Dinoes".  Fujimori, que está sob regime especial desde que foi extraditado do Chile, em setembro de 2007, só pode receber visitas de parentes diretos e em casos especiais de amigos com prévia autorização do Inpe. As visitas são permitidas de segunda a sexta-feira, entre as 10h e 12h ou entre as 15h e as 17h, enquanto os legisladores podem vê-lo só se houvesse um motivo legalmente justificado.

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