Funcionários de Itaipu são presos por queima de documentos

Três paraguaios entraram nos escritórios da hidrelétrica binacional e colocaram papéis em incinerador

Efe,

17 de novembro de 2008 | 16h25

Três funcionários paraguaios da hidrelétrica binacional de Itaipu foram detidos nesta segunda-feira, 17, suspeitos de serem os autores da queima de documentos nos escritórios da central em Assunção. O promotor Arnaldo Giuzzio confirmou a detenção de Nimio Peralta, Facundo Arévalos e Guido Palma, após a denúncia realizada no domingo pelo diretor paraguaio de Itaipu, Carlos Mateo Balmelli, cujo antecessor é investigado por corrupção. Giuzzio explicou que os três detidos entraram no domingo à noite nos escritórios de Itaipu com permissão do diretor da sede, Norman Cristaldo, e que começaram a queimar vários documentos em um incinerador improvisado. O promotor contou que Cristaldo confirmou que assinou a permissão de entrada desses funcionários, mas que "em nenhum momento autorizou a queima de arquivos." Giuzzio também declarou que Cristaldo não foi detido por não se encontrar em "flagrante delito", mas que também será investigado. Balmelli, que foi ontem à noite aos escritórios da hidrelétrica após ser alertado pelo chefe de segurança do local, disse aos jornalistas que "queimar papéis é uma anormalidade" em Itaipu e que, entre os textos incinerados, "havia documentos originais, e não fotocópias." Nesse sentido, o promotor disse que alguns arquivos foram recuperados e que também há filmagens do circuito fechado de televisão que mostram os agora detidos transferindo caixas de papelão, assim como fumaça.

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