Funcionários de prisão mexicana são acusados de ajudar 86 detentos a fugir

Grupos criminosos do país já permitiram fatos como este para recrutar novos membros

Efe,

14 de setembro de 2010 | 03h54

REYNOSA - A Justiça mexicana acusou três funcionários da prisão de Reynosa (no estado de Tamaulipas, fronteira com os Estados Unidos) por permitirem a fuga de 86 presos. Os acusados são o diretor interino, o chefe de turno e o comandante dos guardas, enquanto outros dois funcionários da penitenciária supostamente ligados ao fato estão sendo procurados, explicou na segunda-feira, 13, a procuradoria Geral da República (PGR) em comunicado.

 

Os funcionários são acusados dos delitos de evasão de presos processados por crimes como o narcotráfico, evasão de condenados e exercício indevido do serviço público com o agravante de formação de quadrilha.Dos 86 réus que fugiram na última sexta-feira, 10, 74 cumpriam sentenças ditadas pela Justiça Federal (habitualmente relacionadas com o crime organizado ou o narcotráfico).Os grupos criminosos do país, principalmente os cartéis das drogas, já permitiram fatos semelhantes para recrutar novos membros, de acordo com informações dos serviços de inteligência antidrogas.

 

Só neste ano, 201 réus fugiram das prisões de Tamaulipas, grande parte em evasões maciças. Em 2010, o estado se tornou um dos mais violentos do México, devido à disputa entre dois cartéis, o do Golfo e o dos Zetas, ambos com base no estado e em luta por seu controle. Em maio, 53 réus fugiram da penitenciária de Cieneguillas, em Zacatecas (centro do país), com ajuda do crime organizado e suposta colaboração dos guardas.

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