Fundação colombiana exige que Farc revele real número de reféns

Uma organização privada de assistência às vítimas de sequestro na Colômbia exigiu nesta terça-feira que as Farc revelem a quantidade de pessoas mantidas reféns por motivos econômicos, argumentando que são centenas embora o grupo diga que são apenas nove.

REUTERS

31 de março de 2009 | 18h51

A Fundação País Livre acusou as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de se esquivar de sua responsabilidade nos sequestros realizados desde 1996 e que os tem usado para financiar-se.

"Segundo números de Fondelibertad, as Farc têm em seu poder desde 1996 até dezembro de 2008, 713 reféns, dos quais 452 são por sequestro para extorsão", disse a País Libre ao assegurar que suas estatísticas se baseiam em informações do Exército, da polícia, da promotoria e do governo.

O grupo guerrilheiro, que mantém diálogo com representantes da sociedade civil, anunciou no domingo que está pronto para iniciar um acordo de reféns com o governo que permita a liberação de 22 efetivos do Exército e da polícia, sequestrados para a troca de rebeldes presos.

Depois de anos de insistência, as Farc abandonaram a exigência de que o governo retire os guerrilheiros de uma região montanhosa de 780 quilômetros quadrados, no sul do país, para criar uma zona de segurança na qual representantes das partes se reuniriam para negociar um acordo de reféns.

A posição da guerrilha despertou ilusões de que seja possível fazer avanços em um acordo com o governo do presidente Alvaro Uribe que permitiria a liberação de 22 efetivos do Exército e da polícia, alguns dos quais há 11 anos sob poder dos guerrilheiros em meio a uma selva, por motivos políticos.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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