Furacão Dean mata 8 e pode chegar à categoria 5

Ameaça nas próximas 24 horas abrange do litoral de Belize a Cancún, além das Ilhas Cayman

Agências internacionais,

20 de agosto de 2007 | 07h07

O Centro Nacional de Furacões (NHC), com sede em Miami, alerta que o furacão Dean, que se afasta da Jamaica, pode alcançar nesta segunda-feira, 20, a categoria 5, a maior na escala Saffir-Simpson, com ventos superiores a 240 km/h. Pelo menos oito pessoas morreram em sua passagem pelas ilhas de Santa Lúcia, Dominica, República Dominicana e Haiti, e centenas de milhares de pessoas tiveram de ser evacuadas ou buscar refúgio.  Cuba retira mais de 400 mil diante de ameaça Dean se fortalece e segue em direção ao México O rastro da destruição    A Polícia das Ilhas Cayman decretou toque de recolher. Só os membros das equipes de emergência e serviços essenciais têm permissão para circular de noite.   Segundo o NHC, os ventos máximos sustentados chegaram quase 240 km/h, com seqüências superiores, e os ventos com força de furacão alcançam os 95 quilômetros em relação ao olho do furacão, situado a essa hora a 17,7 graus latitude norte e 79,7 longitude oeste.   A ameaça do furacão Dean nas próximas 24 horas abrange, além da Jamaica e as ilhas Cayman, por onde passará nesta segunda-feira, do litoral de Belize a Cancún (México), segundo o NHC.   O Centro Nacional de Furacões americano mantém o alerta nas próximas 36 horas para o norte de Cancún, no leste da península mexicana do Yucatan, até a Cidade de Carmen.   Também mantém o aviso de vigilância para o leste de Cuba, e o sul de Belize até a costa guatemalteca. Mais de 400 mil pessoas foram evacuadas em Cuba, em sua maioria nas províncias do leste, diante da ameaça. Em sua passagem pelo Caribe, ele começou a ser sentido no litoral sudeste da ilha, segundo fontes oficiais.   México   Segundo a previsão do Centro Nacional de Furacões dos EUA, o Dean mantém sua trajetória oeste-noroeste em direção à península mexicana de Yucatán, onde deve chegar na noite de segunda-feira ou nas primeiras horas de terça.   O furacão desceu levemente para o sul, diminuindo o risco de impacto sobre o Texas e aumentando sobre a região central do México. A Península de Yucatán, no leste do México, se preparava para o pior.   Milhares de turistas deixaram o balneário de Cancún, após as autoridades elevarem o nível de alerta para laranja. A estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) desalojou suas mais de 140 plataformas marítimas no Golfo do México.   Permanece um alerta de tempestade tropical para algumas partes do leste de Cuba - da Província de Camagüey para o leste, até a Província de Guantánamo.   Mais de 13.300 trabalhadores da empresa Petróleos Mexicanos (Pemex) começaram neste domingo a deixar o Golfo do México, enquanto milhares de turistas abandonam as praias de Cancún e o restante do Caribe mexicano diante do avanço do furacão.   Os Estados de Quintana Roo e Yucatan declararam no domingo "alerta laranja" (alto risco), enquanto Campeche e as plataformas petrolíferas mexicanas da região declararam "alerta amarelo" (risco moderado).   Em comunicado, a companhia petrolífera estatal informou que iniciou a primeira fase da retirada dos funcionários de suas instalações, o que afeta 13.360 trabalhadores que serão levados ao porto de Dos Bocas em 55 embarcações e 29 helicópteros, para garantir sua segurança.   As autoridades consideram a possibilidade de realizar outra atividade, para transferir de avião outros 994 trabalhadores que permanecem nas instalações, apesar do avanço do Dean.   Desde sábado, as povoações litorâneas do México começaram a ser evacuadas, e a população recorre às compras maciças de alimentos enlatados e outros produtos de primeira necessidade para enfrentar possíveis contingências.   O último furacão que atingiu o Caribe com essa intensidade foi o Wilma, durante a temporada de furacões de 2005, quando houve a formação de 28 tempestades e 15 furacões, incluindo o Katrina, que arrasou New Orleans.

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