Furacão deixa 21 mortos na República Dominicana

O serviço elétrico entrou em colapso e várias comunidades no norte e sul do país estão isoladas

Efe,

30 de outubro de 2007 | 01h45

A tempestade tropical Noel deixou nesta segunda-feira, 29, um rastro de morte e destruição ao passar pela República Dominicana. Pelo menos 21 pessoas morreram e 33 estão desaparecidas, informaram fontes oficiais.   As intensas chuvas e inundações causadas pelo fenômeno afetaram, além disso, centenas de imóveis. O serviço elétrico entrou em colapso e os vôos foram paralisados durante horas. Dezenas de comunidades no norte e sul do país ficaram isoladas.   Os danos atingiram 95% das plantações de bananas e tomates, assim como praticamente toda a produção de cebola das províncias de Azua e Peravia, no sul, em plena época de colheita.   O maior número de mortes foi em San Cristóbal, província 30 quilômetros a oeste de Santo Domingo. Morreram 10 pessoas e de 18 a 20 estão desaparecidas, informou à Efe o governador da região, Orlando Espinosa.   Outras cinco pessoas morreram na província San José de Ocoa, no sudeste, e duas em Bonao, no norte. As duas permanecem isoladas devido às fortes chuvas.   Mais duas pessoas mais morreram em La Ciénaga, na capital, e duas no município de Konstanz, no norte do país. Além disso, 3.295 pessoas ficaram desabrigadas em conseqüência das chuvas e 659 casas foram afetadas, segundo a Comissão Nacional de Emergências.   O transbordamento do rio Yuna, um dos mais caudalosos do país, interrompeu o trânsito pela estrada Duarte, cerca de 90 quilômetros ao norte da capital.   Os municípios de Cotuí e Fantino, na província Sánchez Ramírez, estão isolados após a queda de oito pontes, disseram as autoridades da Defesa Civil. As autoridades também proibiram o trânsito de veículos pesados pela estrada Sánchez, entre a capital dominicana e o sul do país.   O presidente dominicano, Leonel Fernández, se reuniu hoje com todas as agências de socorro do país. Ele ordenou a assistência aos milhares de desabrigados, assim como a reconstrução e reparação das casas afetadas.   O "Noel" causou um blecaute que paralisou o comércio e a indústria. O Ministério da Educação ordenou hoje a suspensão das aulas até amanhã.   O Escritório Nacional de Meteorologia (Onamet) anunciou que as chuvas continuarão durante as próximas 24 a 48 horas.   O Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos informou que os ventos máximos do "Noel" aumentaram para 85 km/h e previu um mais um leve fortalecimento nas próximas 24 horas.   O "Noel" segue na direção de Cuba, onde o Governo emitiu um "aviso" de tempestade tropical para setores do centro e sudeste.   O olho da tempestade deve se movimentar nesta terça-feira, 30, entre o centro das Bahamas e a costa norte de Cuba, segundo o boletim das 19 horas (de Brasília) do NHC.

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