Furacão Gustav deixa 22 mortos e segue em direção a Cuba

Oito pessoas morrem em deslizamento de terra na República Dominicana; Haiti confirma outras 14 mortes

Associated Press e Reuters,

27 de agosto de 2008 | 10h16

Pelo menos 22 pessoas morreram em deslizamentos de terra no Haiti e na República Dominicana por conta das fortes chuvas provocadas pelo furacão Gustav, antes de perder força, transformar-se em tempestade tropical e ganhar novamente o mar em direção a Cuba.   A tempestade deve começar a avançar novamente rumo a oeste, para as águas quentes do sul de Cuba, onde ganharia força mais uma vez antes de ingressar no Golfo do México, tornando-se o primeiro grande furacão a ameaçar as instalações de gás e petróleo dos EUA desde o Wilma, em 2005, disseram meteorologistas.   Oito pessoas morreram soterradas em um bairro de Santo Domingo, capital da República Dominicana, membros das mesma família que estavam em um abrigo por conta da tempestade Fay, a última que atingiu o país, e voltaram para sua casa porque pensaram que o lugar já estava fora de perigo, afirmou um funcionário da Defesa Civil. No Haiti, três mortes foram confirmadas pela diretora de proteção civil, Marie Alta Jean-Baptiste, incluindo uma menina que foi arrastada pela correnteza de um rio enquanto atravessava uma ponte.   A formação do fenômeno voltou a afetar os mercados de petróleo nesta quarta-feira e o preço do barril encontrava-se acima da marca de US$ 117 em meio a temores de que o furacão afete plataformas de produção no Golfo do México.   Na manhã desta quarta, a tempestade Gustav apresentava ventos sustentados de 95 quilômetros por hora, com rajadas mais fortes. O olho do sistema encontra-se cerca de 150 quilômetros ao leste de Porto Príncipe e segue em direção noroeste. Um alerta de furacão está em vigor em algumas regiões de Cuba, especialmente no litoral sul do país.   Os grandes furacões são aqueles classificados como de Categoria 3 ou mais na escala de intensidade Saffir-Simpson (que possui cinco níveis). A possibilidade de uma grande tempestade chegar ao Golfo do México, onde os EUA produzem 25% de seu petróleo e 15% de seu gás natural, provocou instabilidade nos mercados de energia.  Os furacões Katrina e Rita eram ambos de Categoria 5 quando ingressaram no Golfo em 2005, diminuindo em um quarto a produção norte-americana de petróleo e gás ao danificar plataformas e provocar o rompimento de oleodutos. O Katrina ainda saiu do mar para destruir Nova Orleans e matar 1.500 pessoas na região dos EUA banhada pelo golfo.   Matéria atualizada às 15h15.

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