Furacão Ike chega a Cuba com ventos de 195 km/h

Olho do furacão entrou por terra próximo a Punta Lucrecia, no estado de Holguin, a 823 km de Havana

Reuters e Efe,

07 de setembro de 2008 | 22h39

O furacão Ike, com ventos a 195 km/h e chuvas fortes, atingiu Cuba em sua costa noroeste neste domingo, 7, disse o Instituto CubanMeteorology. Ao passar pelo Haiti, furacão deixou ao menos 58 mortos devido a inundações na localidade de Cabaret, a 24 quilômetros ao norte de Porto Príncipe, informou neste domingo, 6, a diretora da Defesa Civil Alta Jean-Baptiste.   O serviço de previsão do tempo disse que o olho do furacão entrou por terra próximo a Punta Lucrecia, no estado de Holguin, a 823 km de Havana.   O ciclone, de categoria 3 na escala de intensidade de 5, qualificado pelas autoridades de "extremamente perigoso", castiga as províncias orientais e centrais de Cuba, onde foram evacuadas de lugares de risco mais de um milhão de pessoas (10% da população da ilha).Antes de chegar a Cuba, o Ike causou pelo menos 48 mortos no Haiti e destruição e fortes chuvas na República Dominicana e Bahamas.Tocou a costa cubana cerca de Ponta Lucrecia, na província de Holguín, mas já antes castigou as costas de Guantánamo com ondas de até sete metros, fortes chuvas e inundações de áreas litorâneas.O mar penetrou até 400 metros em Baracoa (Guantánamo), enquanto as províncias de Holguín e Las Tunas começavam a sentir rajadas de vento de 130 km/h.Segundo fontes oficiais, foram evacuadas para lugares seguros mais de 250.000 pessoas em Camagüey, 230.000 em Holguín, 220.000 em Sancti Espiritus, 143.000 em Santiago, 120.000 em Matanzas, 90.000 em Villa Clara, 44.000 em Cienfuegos, 55.700 em Guantánamo e 65.000 em Las Tunas.A Defesa Civil cubana emitiu hoje a fase de alarme de ciclone para todas as províncias do país, menos Havana e Cidade de Havana, que estão na fase precedente de alarme, e Pinar del Río e Isla de la Juventud, que até o momento não estão mobilizadas.O Ike reduziu a velocidade de seus ventos máximos sustentados durante a tarde de 215 km/h para 195 km/h, descendo de categoria 4 para 3 na escala de intensidade Saffir-Simpson, e é possível que se modere mais ao percorrer Cuba desde o oeste nos próximos dias, mas continua sendo considerado muito perigoso.Ike é o segundo furacão de categoria maior que chega a Cuba em só oito dias, já que no sábado da semana anterior o "Gustav" arrasou o extremo oeste da ilha e destroçou 140.000 casas, milhares de hectares de cultivos, centenas de escolas e postos de saúde, reservas de alimentos e redes telefônicas e telegráficas.   Fidel   O ex-presidente Fidel Castro afirmou que Cuba está em "alerta de combate" perante a chegada do furacão Ike, que neste momento é de categoria três na escala Saffir-Simpson, que vai até cinco.   "Toda a nação agora está no que em guerra se chama alerta de combate", ressaltou Fidel Castro em uma reflexão divulgada hoje no programa "mesa-redonda" da televisão cubana.   "Estamos sendo assediados neste instante pelos furacões. Mais que se imponha a racionalidade e a luta contra (...) a acomodação. É preciso atuar com absoluta honestidade", disse Fidel.   O ex-presidente, de 82 anos, pediu a dirigentes do Partido Comunista de Cuba e do Governo que "entregue tudo pelo povo" e "até a vida se for necessário".   O líder cubano também falou sobre a ajuda humanitária dada por Rússia, Timor-Leste, China, Vietnã e outros países.   "Aviões russos e de outros países chegaram rápido de milhares de quilômetros de distância com produtos que não se medem por seu volume ou por seu preço, mas sim por seu significado", ressaltou.

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