Furacão Ike chega a Havana com ventos de 120km/h

Destruição pode ser grande por mau estado de conservação na capital; tornado pode ganhar força no mar

Agências internacionais,

09 de setembro de 2008 | 11h19

O furacão Ike chegou à capital cubana, Havana, na manhã desta terça-feira, 9, com fortes chuvas e ventos de 120 km/h. O olho do Ike atingiu em cheio o oeste de Cuba, entrando pela província de Pinal del Río, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. Ele tocou o solo cubano no extremo sudeste da província por volta das 11h30 (hora de Brasília). Pelo menos 1,2 milhão de pessoas foram retiradas da região. Até agora quatro pessoas morreram em Cuba, duas delas eletrocutadas. Esta é a primeira vez em anos que um furacão causa mortes na ilha.   O governo cubano é conhecido por seus planos eficientes de evacuação em massa e desde que a aproximação do Ike foi anunciada, as autoridades colocaram toda a população em alerta máximo e retirou centenas de milhares de pessoas de suas casas. Muitos prédios na capital cubana correm risco de sofrer danos se o Ike mantiver a rota prevista.   Segundo um boletim divulgado pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, o furacão perdeu intensidade nas últimas horas e agora é um furacão categoria um, na escala de força Saffir-Simpson, que vai até cinco. Há a previsão de que a tempestade ganhe força nos próximos dias ao atingir as águas quentes do Golfo do México, a caminho da costa dos Estados Unidos - onde pode chegar no fim de semana.   Meteorologistas alertam que a trajetória do Ike ainda pode mudar, e o furacão pode atingir terra no norte do México ou no sul da Louisiana, possibilidade que coloca em alerta a cidade de Nova Orleans, já castigada pelo Gustav na semana passada. Especialistas acreditam que o Ike pode alcançar novamente a categoria 3, uma das mais altas da escala Saffir-Simpson, quando iniciar sua rota em direção ao Golfo do México, em uma trajetória que o levaria à costa do Texas (EUA).   Este é o segundo furacão a atingir Cuba em duas semanas. O anterior, Gustav, causou prejuízos no oeste da ilha, provocando estragos em quase cem mil casas. Segundo o chefe do serviço meteorológico cubano, Jose Rubiera, o país jamais havia sido atingido por dois furacões em espaço tão curto de tempo. Antes de Cuba, o Ike já causou muitos danos no Haiti, nas ilhas Turks e Caicos e nas Bahamas em seu caminho pelo Caribe. As autoridades em Turks e Caicos estimam que 80% dos prédios foram danificados. No Haiti, onde a destruição foi descrita como catastrófica, a tempestade provocou pelo menos 61 mortes.   O furacão Ike é a quarta tempestade a atingir o Haiti no período de um mês. Na semana passada, a passagem do furacão Hanna afetou 650 mil haitianos, segundo o órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) para a infância, o Unicef. Pelo menos 500 pessoas morreram. Além da passagem de Hanna, o país sofreu com o impacto do Gustav, na última semana, e Fay, há duas semanas.   Matéria atualizada às 13h05.

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