Furacão Ike é rebaixado para categoria 2 após atingir Cuba

Tempestade chega ao país com ventos de 200 quilômetro por hora depois de matar pelo menos 61 no Haiti

Suzi Katzumata, da Agência Estado, e agências internacionais,

08 de setembro de 2008 | 08h55

O furacão Ike enfraqueceu para categoria 2 depois de atingir a ilha de Cuba e deve continuar a perder força enquanto se deslocar por terra, segundo informou o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês) nesta segunda-feira, 8.  Ainda como tempestade de categoria 3, o Ike atingiu a costa leste de Cuba com ventos de cerca de 200 quilômetros por hora. De acordo com a BBC, a área próxima da cidade de Punta Lucrecia, no Estado de Holguin, a 800 quilômetros da capital, Havana, foi a primeira a ser atingida pelo olho do furacão, segundo informações do Instituto de Meteorologia de Cuba.  Pouco antes das 6h (de Brasília), o olho do furacão estava a localizado a 65 km leste-sudeste de Camaguey (Cuba) e se movia o em direção oeste a uma velocidade de quase 24 km/h. O NHC informou que Ike vai passar sobre a parte central de Cuba ainda nesta segunda e deverá emergir no sudeste do Golfo do México na noite de terça-feira. O furacão apresenta ventos máximos sustentados ao redor de 165 km/h, com rajadas de ventos mais fortes. O NHC emitiu um alerta de tempestade tropical para a região das Florida Keys até Dry Tortugas, incluindo Florida Bay. O NHC disse ainda que as chuvas trazidas por Ike provavelmente vão provocar grandes inundações na costa sudeste dos EUA ao longo dos próximos dias, provocando fortes correntes nos rios.  Os ventos estão castigando a região e as chuvas fortes causaram enchentes. Cerca de 900 mil pessoas, foram retiradas das áreas de risco. As autoridades estão preocupadas ainda com o impacto da passagem do furacão por Havana, já que a previsão é de que Ike atravesse todo o país. Além de ser a cidade mais populosa do país, Havana abriga várias construções coloniais precárias e a passagem do furacão pela capital pode ser devastadora. Há cerca de uma semana, os cubanos tiveram que enfrentar um outro furacão, Gustav, que trouxe muitos danos à porção oeste da ilha.  O ex-presidente Fidel Castro emitiu um comunicado pedindo para que os cubanos tomem medidas de segurança para garantir que ninguém morra. A ilha tem um histórico de sucesso em retiradas em massa antes de furações, reduzindo drasticamente o número de vítimas. "Toda a nação agora está no que em guerra se chama alerta de combate", ressaltou Fidel em uma reflexão divulgada no programa Mesa Redonda da televisão cubana. Ike já causou muitos danos nas ilhas Turks e Caicos, Bahamas e Haiti, em seu caminho pelo Caribe. As autoridades em Turks e Caicos estimam que 80% dos prédios foram danificados. A passagem de Ike pelo Haiti, onde a destruição foi descrita como catastrófica, provocou mais de 61 mortes, a maioria crianças, na cidade de Cabaret, ao norte da capital, Porto Príncipe. A primeira-ministra, Michele Pierre Louis, fez um apelo por ajuda internacional, principalmente no envio de helicópteros para resgatar as pessoas atingidas pelas enchentes, já que muitas delas estão no telhado de suas casas há vários dias para escapar dos alagamentos. O furacão Ike é a quarta tempestade a atingir o país no período de um mês. Na semana passada, a passagem do furacão Hanna afetou 650 mil haitianos, segundo o órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) para a infância, o Unicef. Pelo menos 500 pessoas morreram. Além da passagem de Hanna, o país sofreu com o impacto do furacão Gustav, na última semana e Fay, há duas semanas.

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