García pede calma a vítimas de terremoto no Peru

O presidente peruano, Alan García,pediu calma nesta sexta-feira às desesperadas vítimas doterremoto de quarta-feira, que criticam a desordem nadistribuição da ajuda humanitária que chega do mundo todo. Casas destruídas e filas por comida e água formam parte docenário nos arredores da praça central de Pisco, mais de 250quilômetros ao sul de Lima, um dos lugares mais afetados pelotremor de magnitude 8. "Ninguém vai morrer de sede e ninguém vai morrer de fome,isso posso garantir", disse García a jornalistas em visita àregião. O presidente admitiu alguns problemas na distribuição deajuda às vítimas, mas afirmou que a situação vai melhorargradualmente. Na periferia de Pisco, a situação não é muito diferente,com enormes filas nas poucas mercearias e padarias abertas. "Aqui estão nos dando isso", afirmou Gloria Díaz, de 63anos, à Reuters enquanto mostrava um pedaço de bolo. "Você acha que isso vai dar para viver? Não! Mas ainda queseja um pedacinho, serve para cada um deles", afirmou,apontando seus dez netos. Gloria perdeu sua casa e agora espera orientações parareconstruí-la. Segundo as autoridades, 80 por cento dasmoradias de Pisco desabaram ou sofreram danos estruturais. García prometeu policiamento reforçado para evitar saques. Mais tarde nesta sexta-feira, o Ministério de RelaçõesExteriores brasileiro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lulada Silva "está prestando ao governo e ao povo peruanos todo oapoio possível para minorar o sofrimento das vítimas dosterremotos". Segundo o Itamaraty, a Defesa Civil brasileira colocou àdisposição 46 toneladas de alimentos não perecíveis que serãolevados ao Peru em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) apartir desta sexta-feira. O Ministério da Saúde ainda verificase pode atender os pedidos de purificadores de água,medicamentos, equipamentos hospitalares e vacinas. (Reportagem adicional de Maurício Savarese em São Paulo)

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