General capturado pelas Farc pode ser libertado sábado, diz Santos

General capturado pelas Farc pode ser libertado sábado, diz Santos

O presidente da Colômbia ordenou a suspensão das operações militares contra os rebeldes em uma grande área para facilitar a entrega do oficial

REUTERS

26 de novembro de 2014 | 18h54

O general colombiano capturado pelas Farc poderá ser libertado no sábado, disse o presidente do país, Juan Manuel Santos, que ordenou a suspensão das operações militares contra os rebeldes em uma grande área para facilitar a entrega do oficial e seus dois companheiros.

A captura do general Rubén Darío Alzate há 10 dias em uma área de floresta do Estado de Chocó desencadeou a pior crise no processo de paz de dois anos entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que tenta acabar com um antigo conflito que já custou mais de 200 mil vidas.

Santos suspendeu a negociação --a qual tem sido a de maior progresso alcançado na história do conflito-- e condicionou sua retomada à libertação de Alzate, seus dois companheiros e outros dois soldados que já foram entregues na terça-feira pela guerrilha para uma missão humanitária.

"Já pedi a suspensão das operações militares na Costa do Pacífico. Estamos confiantes de que Alzate e seus companheiros estarão de volta no sábado", escreveu Santos nesta quarta-feira em sua conta no Twitter.

A guerrilha havia dito que a entrega de Alzate à missão formada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha e representantes de Cuba e da Noruega poderia ocorrer no fim de semana.

Em uma nova declaração, as Farc disseram que já deram as coordenadas do local de libertação para o governo e insistiu na importância de não haver quaisquer operações militares na área.

"Devemos banir qualquer tipo de emboscada ou agressão que ponha em perigo a vida do general e seus homens, e a da escolta guerrilheira", disseram os rebeldes.

Alzate se tornou o primeiro general capturado pela insurgência em mais de 50 anos de confronto, que persiste, apesar do diálogo que ocorre em Cuba, diante da recusa do governo de assinar um cessar-fogo bilateral.

Santos argumenta que isso poderia ser usado pelas Farc para se fortalecer militarmente e prolongar indefinidamente o diálogo.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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