General chileno é condenado por seqüestro de agente em 1978

Héctor Orozco, ex-chefe do Departamento de Inteligência do Exército de Pinochet, pegará oito anos de prisão

Efe,

19 de outubro de 2007 | 08h01

A Justiça chilena condenou o general da reserva Héctor Orozco, ex-chefe do Departamento de Inteligência do Exército (Dine), a oito anos de prisão, pelo seqüestro qualificado (desaparecimento) de um agente do órgão, informaram nesta sexta-feira, 19, fontes judiciais. A Corte de Apelações de Santiago também condenou um ex-agente do Dine, o brigadeiro da reserva Adolfo Born Pineda, a seis anos, pelo mesmo crime. As penas se referem ao seqüestro e desaparecimento do suboficial Guillermo Jorquera Gutiérrez, que também era agente da Dine. Em 23 de janeiro de 1978, ele tentou pedir asilo na embaixada da Venezuela em Santiago, mas foi detido por policiais do corpo de Carabineiros. Jorquera soube que era procurado por agentes da inteligência. Por isso que decidiu pedir abrigo numa missão diplomática. "A partir daquele momento, nunca mais foi visto", disse à Efe o advogado Nelson Caucoto, da Fundação de Ajuda Social de Igrejas Cristãs (FASIC), que abriu a causa. Os dois réus se encontram ainda em liberdade provisória, graças a um recurso na Corte Suprema. O general Orozco foi também diretor de Televisão Nacional do Chile durante a ditadura de Augusto Pinochet.

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