General da ditadura argentina é preso em audiência

Chefe de um dos centros de detenção, Menéndez é acusado de seqüestro, torturas e homicídio

Efe,

27 de setembro de 2007 | 11h04

Luciano Benjamín Menéndez, o chefe de um dos principais centros de detenção da Argentina, foi detido nesta quarta-feira, 26, no presídio federal de Jujuy. Acusado de seqüestro, torturas e pela morte de uma professora, ele foi um dos líderes da última ditadura militar no país, entre 1976 e 1983. Sua presença motivou uma grande manifestação de sindicatos e organizações de defesa dos direitos humanos, reprimida pela polícia argentina com gás lacrimogêneo enquanto a população apredejou o veículo em que o acusado era transportado. Menéndez é acusado pelo desaparecimento, em maio de 1976, da professora Dominga Álvarez de Scurta, presa por forças do Exército e da polícia e levada a uma delegacia, onde foi torturada e posteriormente transferida para um presídio. Seu corpo foi encontrado em 1984, sepultado como desconhecido em um cemitério. Investigações posteriores apontaram que o cadáver teria sido enterrado antes em um prédio do Exército argentino. Menéndez, que nega a responsabilidade pelo assassinato de Dominga, ainda pode ser acusado de genocídio. A Justiça tem dez dias para definir o local em que o ex-general será detido. O militar já cumpria prisão domiciliar, acusado de violação dos direitos humanos, e deve retornar para a sua residência, já que, não é possível obrigar que Menéndez cumpra a pena na prisão por conta de sua idade, superior aos 70 anos.

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