General dos EUA diz não ter provas de elo entre Venezuela e ETA-FARC

Douglas Fraser afirmou que suposto vínculo não o preocupa, mas continuará investigações sobre ligação

Efe,

11 de março de 2010 | 21h55

O general que lidera o Comando Sul dos Estados Unidos, Douglas Fraser, garantiu nesta quinta-feira, 11, que não tem provas suficientes do suposto vínculo entre o governo da Venezuela e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o grupo basco ETA.

 

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"Não vimos conexões especificamente, que eu possa verificar, de que tenha havido uma conexão direta entre o governo e os grupos terroristas", disse Frases em uma conferência no Comitê das Forças Armadas do Senado.

 

"É algo que não nos preocupa", acrescentou o general, que, apesar de declarar-se "cético", garantiu que continuará examinando qualquer possível conexão.

 

Fraser respondeu a uma pergunta do senador republicano John McCain sobre as denúncias "de um alto tribunal na Espanha de que o governo venezuelano facilitou os contatos entre as FARC e o ETA para planejar o assassinato de funcionários colombianos em visita à Espanha, inclusive o presidente (Álvaro) Uribe".

 

As declarações do general contradizem afirmações do secretário de Estado adjunto para a América Latina, Arturo Valenzuela, que havia assegurado a existência de indícios de cooperação da Venezuela com as FARC.

 

Fraser objetou que os indícios que apontam uma colaboração "são antigos" e disse não poder afirmar se eles continuam ou não.

 

Em várias ocasiões funcionários do governo dos EUA denunciaram uma conivência entre o governo da Venezuela e as FARC, o que foi rechaçado energicamente pelas autoridades de Caracas.

 

Na Espanha, o juiz Eloy Velasco emitiu um auto na semana passada no qual denuncia indícios sobre supostos vínculos da Venezuela com o ETA e as FARC.

 

O presidente Hugo Chávez negou estas acusações quando o governo espanhol o pediu explicações sobre o assunto.

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