Gerardo Garcia/Reuters
Gerardo Garcia/Reuters

Governador aliado a Chávez deixa partido oficial na Venezuela

Henri Falcón acusa presidente de não permitir pluralismo e diz que país está no rumo de experiências falidas

Efe,

22 de fevereiro de 2010 | 12h48

O governador do Estado de Lara, Henri Falcón, um dos aliados mais próximos do presidente venezuelano, Hugo Chávez, deixou hoje o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), o partido do governo. Falcón disse hoje que vê no país carências democráticas similares às que levaram outras experiências socialistas à deturpação ou à extinção.

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"Um novo Socialismo não deve reproduzir um esquema vertical e de ausência de debate livre", disse Falcon em carta ao presidente.

Dos 22 Estados da Venezuela, o chavismo controla 17. O governador de Lara acusou Chávez de emitir ordens sem a menor chance de discussão ou confrontamento de pontos de vista.

Falcón destacou que continua com uma postura de esquerda, mas alertou Chávez de que a falta de pluralidade pode destruir seu projeto. "É impossível construir uma democracia participativa, se os homens e mulheres não podem ser ouvidos", acrescentou.

 

"Acredito na transformação social, mas também na diversidade, na inclusão, na ampliação da participação e na consolidação de uma verdadeira liderança coletiva", completou Falcón, que deve se juntar ao Partido Pátria para Todos (PPT), uma das legendas de apoio ao governo.

 

No começo do mês, Chávez trocou quatro ministros e o vice-presidente, que na Venezuela é nomeado pelo Executivo, após uma série de demissões.

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