Governador argentino diz que não vai disputar vice-presidência

O governador argentino Jorge Capitanich disse na sexta-feira que não vai acompanhar a presidente do país, Cristina Kirchner, como candidato a vice-presidente nas eleições de outubro, adiando a incerteza sobre quem ocupará esse cargo.

REUTERS

24 de junho de 2011 | 12h02

Capitanich, governador da Província de Chaco, participou na quinta-feira de uma reunião com a presidente, alimentando especulações sobre a possibilidade de que participaria como vice dela na corrida presidencial.

"É uma questão que nunca esteve na minha agenda pessoal", disse o governador, um aliado próximo de Cristina, em entrevista a jornalistas.

A presidente, que lidera as pesquisas eleitorais, anunciou na terça-feira que vai tentar a reeleição no dia 23 de outubro.

Com sua candidatura dada como certa há meses pelos mercados financeiros, os investidores estão atentos à escolha de seu colega de chapa, atrás de sinais sobre as inclinações políticas da presidente em um possível segundo mandato.

Outras figuras consideradas como possíveis candidatos a vice-presidente de Cristina são o ministro do Interior, Florencio Randazzo, o secretário de Comunicação Pública, Juan Manuel Abal Medina, e o ministro de Economia, Amado Boudou.

Os partidos políticos têm até sábado para registrar seus candidatos.

Capitanich, de 46 anos, era visto como um potencial candidato a vice-presidente com boa aceitação por parte dos setores mais tradicionais do peronismo.

(Reportagem de Alejandro Lifschitz)

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