Governador de Pando abandona diálogo após ação militar

Governo de Evo Morales decretou estado de sítio na região; ação pode ter deixado um morto em aeroporto

Efe,

13 de setembro de 2008 | 02h37

O governador regional de Pando, o opositor Leopoldo Fernández, abandonou nesta sexta-feira o diálogo com o governo de Evo Morales como conseqüência dos choques ocorridos no aeroporto de Cobija, que teriam matado pelo menos uma pessoa. Veja também:Governo da Bolívia declara estado de sítio na região de PandoLíder opositor de Santa Cruz pede que ONU pacifique a BolíviaOEA pede diálogo na Bolívia; alimentos começam a faltarSobe para 14 o número de mortos em conflitos na BolíviaEvo descarta repressão armada em meio à violência na BolíviaGoverno boliviano propõe diálogo com oposição Missão diplomática brasileira para Bolívia segue indefinidaEntenda os protestos da oposição na BolíviaEnviada do 'Estado' mostra imagens dos protestos na Bolívia Imagens das manifestações   Fernández disse à emissora de TV PAT que já não se sente representado por seu colega de Tarija, Mario Cossío, que se reúne nesta sexta-feira com o vice-presidente, Álvaro García Linera, para buscar uma solução à crise que atinge a Bolívia há três semanas. Os conflitos mais graves aconteceram em Pando, onde o governo de Evo Morales decretou o estado de sítio. "Disse a Mario que não me representasse mais, porque não poderia, como representante da minha região, dialogar em uma circunstância como esta", disse Fernández, em alusão ao enfrentamento no aeroporto. A reunião de Cossío com o vice-presidente tentará estabelecer as bases de uma negociação que permita pôr fim ao conflito político que atinge as regiões de Santa Cruz, Tarija, Pando e Beni, aliadas na luta para conseguir a autonomia.  Mexicanos apóiam Morales Representantes de alguns organismos civis e sindicalistas protestaram nesta sexta-feira em frente à Embaixada dos Estados Unidos na capital mexicana, em "repúdio" à suposta aliança que Washington teria com a oposição da Bolívia para derrubar o presidente boliviano, Evo Morales. Integrantes do Comitê Mexicano de Solidariedade pela Bolívia, do Movimento Solidário por Cuba, do Movimento Nossa América, e do Movimento Eureka, assim como alguns representantes do partido esquerdista da Revolução Democrática (PRD) e do sindicato ferroviário do México, realizaram seu protesto a poucos metros da representação diplomática americana. Pouco mais de 20 pessoas participaram da mobilização.

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