Governador de Pando será preso por descumprir estado de sítio

O opositor Leopoldo Fernández será detido, já que ainda há grupos armados mobilizados na cidade de Cobija

EFE

13 de setembro de 2008 | 20h59

O Governo da Bolívia anunciou hoje que deterá o governador regional de Pando, o opositor LeopoldoFernández, por descumprir o estado de sítio, que não pôde ser aplicado plenamente devido ao fato de na cidade de Cobija ainda haver grupos armados mobilizados.   Veja também: Entenda os protestos da oposição na Bolívia Filas se formam em frente às distribuidoras de gás   Imagens das manifestações   Chávez aproveita deterioração diplomática dos EUA Exportação de gás boliviano ao Brasil foi normalizada Lula confirma presença em reunião para discutir crise boliviana   "Esta convocação ao desacato vai ter um limite: a detenção do governador regional e vamos detê-lo onde estiver aqui no departamento de Pando, para cumprir um mandato governamental, estadual, que é o estado de sítio", disse o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, à "Radio Erbol".   Segundo o funcionário, que se encontra no aeroporto de Cobija, capital de Pando, o Exército teve dificuldades para impor o estado de sítio, mas "a partir das 20h (21h do domingo) todas essas dificuldades vão ser superadas".   Disse que nas próximas horas desta noite Cobija será controlada, serão iniciadas as tarefas humanitárias para as pessoas afetadas pela violência e se procederá "às detenções por delitos flagrantes".   Quintana sustentou que o Parlamento nacional deve propor um julgamento de responsabilidades por "genocídio, por massacre violento, por indução ao assassinato" contra Fernández, a quem acusa de ser responsável pelas mortes nessa região.   Pelo menos 16 pessoas perderam a vida e dezenas ficaram feridas em diferentes episódios violentos que começaram com um confronto a tiros na localidade de Porvenir entre setores afines e opositores aopresidente Morales.   O Governo insistiu em que os camponeses leais a Morales foram emboscados e atacados pelos funcionários da Prefeitura de Pando, além de bandidos brasileiros e peruanos, enquanto Fernándezresponsabilizou o Governo pelos incidentes violentos.

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