Governador mexicano entrega o cargo em meio a crise por estudantes desaparecidos

O governador do Estado de Guerrero, onde em setembro desapareceram 43 estudantes nas mãos de policiais locais e nacrotraficantes, anunciou que deixará o cargo, respondendo a pressões políticos e de ativistas que o consideram incapaz de lidar com a onda de violência na região.

REUTERS

24 de outubro de 2014 | 09h45

Ángel Aguirre, que governa o Estado com maior índice de homicídios do país, disse que pedirá à Assembléia Estadual que aceite seu pedido de licença, uma forma de renúncia, já que para os cargos eletivos não podem ser formalizada a renúncia.

"Para favorecer um clima político que dê atenção e busque a solução para essas prioridades, no dia de hoje... decidi solicitar licença à honorável Assembléia Estadual", disse Aguirre em uma coletiva de imprensa na capital de Guerrero.

O caso dos estudantes, cujo desaparecimento partiu de uma ordem do prefeito de Iguala - a terceira maior cidade do Estado - e sua mulher, considerados os maiores operadores da organização criminosa Guerreros Unidos, explicitou as falhas na estratégia de segurança do governo do presidente Enrique Peña Nieto.

Aguirre, de 58 anos, governava o Estado desde 2011 pelo Partido da Revolução Democrática (PRB), de oposição.

O governista Partido Revolucionário Institucional (PRI), assim como o oposicionista Partido da Ação Nacional (PAN), haviam pedido a renúncia de Aguirre.

Além disso, estudantes, professores e organizações sociais realizaram nos últimos dias grandes protestos pedindo ações das autoridades quanto ao desaparecimento dos jovens e também a renúncia do governador.

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