Governador opositor anuncia pré-acordo com Evo Morales

Governo de Santa Cruz diz que diálogo é o 'único caminho' para Bolívia; região era uma das mais duras opositoras

Efe e Reuters,

16 de setembro de 2008 | 21h58

O governador de Santa Cruz, Rubén Costas, anunciou nesta terça-feira, 16, que firmará um pré-acordo de diálogo com o governo do presidente Evo Morales, apesar da detenção de seu colega de Pando, a quem expressou sua solidariedade.   Veja também: Evo diz que Brasil ajudará na luta contra grupos armados na Bolívia Oposição diz que negociação com Evo Morales 'agoniza' Santa Cruz exige libertação do governador de Pando Bolívia tem histórico de golpes e crises   Entenda os protestos da oposição na Bolívia  Entenda o que é a Unasul Enviada do 'Estado' mostra fim dos bloqueios Imagens das manifestações     Costas, um dos mais duros opositores de Evo e líder de um processo de autonomia na Bolívia respaldado por quatro Departamentos (Estados), disse que falava em nome de sua região. Ele defendeu o diálogo "como único caminho" para o país e acusou o governo de buscas "pretextos para gerar mais lutas entre os bolivianos". Outros governadores da oposição não disseram se firmaram algum acordo com o governo de Evo.   Mais cedo, o governador de Tarija, Mario Cossío, declarou que o diálogo entre o governo boliviano e a oposição para frear a onda de violência política no país entrou em crise depois que militares prenderam o governador de Pando, Leopoldo Fernández. "Para nós o diálogo não morreu, mas agoniza", afirmou Cossío, que representa a oposição nas conversas com La Paz.    Evo afirmou que o diálogo para o fim da crise "está aberto a todos os setores", mas não a Fernández, acusado de ordenar assassinatos de camponeses em seu Departamento, onde pelo menos 15 morreram.   Impasse   Os principais temas da controvérsia entre governo e opositores são a repartição territorial das rendas petrolíferas, a nova Constituição impulsionada por Evo e o regime autônomo defendidos por líderes de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca.   O presidente boliviano se incorporou às conversas com seus opositores agora interrompidas após retornar da cúpula da Unasul, que se reuniu em Santiago na segunda-feira. Na reunião, ele onde obteve grande respaldo dos chefes de Estado e governo da região.  

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