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Governadores argentinos pedem diálogo entre campo e governo

Crise, gerada pelo aumento dos impostos para exportações do campo, provoca greve no setor há 14 dias

Efe,

26 de março de 2008 | 22h16

Governadores de províncias argentinas agropecuárias incentivaram nesta quarta-feira, 26, a abertura de um diálogo entre o governo e as organizações rurais para pôr fim à crise que provocou a greve do setor, que completou 14 dias. Os apelos para a negociação foram liderados pelos dirigentes de Santa Fé e Córdoba, que estão entre os principais distritos produtores de alimentos da Argentina e onde a greve e os bloqueios de estradas são mais percebidos.   Veja também: Argentina adverte que reabrirá estradas fechadas por grevistas   Nas últimas horas, a igreja católica também ofereceu uma "gestão de bons ofícios" no conflito, que foi provocado pela rejeição dos produtores agropecuários ao aumento dos impostos para as exportações do campo imposto pelo Executivo. O governador de Santa Fé, o socialista Hermes Binner, convocou dirigentes de diversas organizações agrárias de sua província a uma mesa de diálogo para apresentar propostas que contribuam para superar suas diferenças com o governo. Apesar de ser opositor, Binner mantém uma boa relação com a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, cujos funcionários reiteraram hoje que o Executivo não deve voltar atrás no aumento da pressão fiscal ao campo.   Já o governador de Córdoba, o peronista Juan Schiaretti, recebeu membros de grupos de produtores rurais da província, diante dos quais se comprometeu a impulsionar um diálogo com o foverno "sem condições". O conflito se agravou terça-feira, 25, à noite, quando milhares de pessoas saíram às ruas de Buenos Aires e de cidades do interior em um panelaço em rejeição a Cristina, que horas antes tinha advertido de que não cederia à "extorsão" dos produtores agropecuários.   Por causa da greve, que teve início em 13 de março, já é notório desabastecimento de alguns produtos básicos na capital argentina e em outras cidades. Sergio Urribarri, governador da província de Entre Ríos, onde o protesto também conta com altos níveis de participação, manifestou desejo de que a crise seja resolvida "de uma maneira pacífica e buscando uma solução que convenha a todos".   Ainda nesta quarta-feira, os aliados de Cristina decidiram realizar um ato político na quinta-feira, 27, às 18 horas, no Parque Norte, em Buenos Aires. Convocado pelo ex-presidente Néstor Kirchner, como líder do Partido Justicialista (PJ), o ato público será "para apoiar a presidente contra os golpistas que querem derrubar o governo popular de Cristina Kirchner", afirmou o piqueteiro Luis D'Elía, um dos responsáveis pela violência durante o panelaço na Praça de Maio.

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