Governadores opositores aceitam diálogo com Evo Morales

Depois da vitória no referendo revogatório, líder boliviano convoca opositores para reunião em La Paz

Efe,

13 de agosto de 2008 | 17h24

Os governadores de Departamentos (Estados) bolivianos opositores aceitaram nesta quarta-feira, 13, dialogar com o presidente do país, Evo Morales, e até se dispuseram a ir a La Paz para uma primeira reunião, informou nesta quarta à Agência Efe uma fonte do governo de Santa Cruz, liderado por Rubén Costas. A posição dos opositores foi expressada nesta em um comunicado lido em Santa Cruz pelo governador opositor de Pando, Leopoldo Fernández, após uma reunião da qual também participaram seus colegas de Tarija, Mario Cossío; Beni, Ernesto Suárez; e Chuquisaca, Savina Cuellar.   Veja também: Evo convoca governadores para diálogo hoje na Bolívia Evo segue na Presidência da Bolívia com 65% dos votos   Segundo a fonte ouvida pela Efe, um representante de Santa Cruz e os governadores de Pando, Tarija, Beni e Chuquisaca estão dispostos a ir para La Paz, assim que o governo confirmar a hora reunião. Costas, um dos mais ferrenhos opositores a Evo, não poderá viajar a La Paz porque nesta quarta-feira completa sete dias de greve de fome, mas enviará uma delegação ao encontro, conforme indicou a fonte.   A decisão foi adotada em Santa Cruz no marco do chamado Conselho Nacional Democrático (Conalde), que reúne governadores regionais e líderes cívicos das regiões opositoras. Costas, Cossío, Suárez e Fernández são aliados em sua reivindicação de um regime autônomo para suas regiões e foram ratificados no referendo revogatório no último domingo.   A decisão dos governadores regionais de viajar a La Paz acontece depois de o presidente Evo ter anunciado nesta quarta-feira que cinco de seus ministros irão a Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca para fixar uma agenda de diálogo com os governadores.   O líder boliviano convocou na terça-feira esses governadores a se reunirem nesta quarta em La Paz, mas com pleno conhecimento de que em Santa Cruz o Conalde tinha previsto um encontro nesta mesma hora.   As tentativas de diálogo para solucionar a crise política da Bolívia acontecem depois que Evo foi ratificado para completar seu mandato no referendo de domingo, da mesma forma que seus principais rivais nos quatro Departamentos citados.

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