Governo argentino confirma ato em apoio à Cristina Kirchner

Oposição e setores do Executivo se opõem à manifestação devido ao agravamento do conflito com o campo

Efe,

17 de junho de 2008 | 16h23

O governo argentino confirmou nesta terça-feira, 19, que na quarta será realizado um ato em apoio à presidente Cristina Fernández de Kirchner, apesar da oposição e de alguns setores do Executivo que defendem que a manifestação não deve ser realizada devido ao agravamento do conflito com o setor agropecuário. "O ato é e será em paz", disse o ministro do Interior, Florêncio Randazzo, que questionou a convocação do comício em um momento em que as organizações rurais realizam uma nova greve comercial.   Veja também: Em meio a conflitos, Cristina Kirchner fala ao país pela TV Ruralistas argentinos fazem novo locaute   A manifestação de apoio à presidente argentina na Praça de Maio causou divergências no governante Partido Justicialista (PJ, peronista) e seus aliados. Alguns dirigentes da agremiação disseram que não participarão do ato.   Na tarde desta terça, Néstor Kirchner, marido e antecessor de Cristina na Presidência (2003-2007), dará uma entrevista coletiva como líder do PJ, para comentar o conflito com o campo, que já dura 98 dias.   Kirchner é um dos principais defensores do comício de quarta-feira. O ato convocado para amanhã coincidiria com uma jornada de protestos nacional impulsionada pelas entidades agropecuárias, que chamaram a sociedade a expressar sua adesão ao campo com o fechamento de comércios, mobilizações e blecautes.   Na Praça de Maio, situada em frente à sede do Executivo, grupos de operários começaram a montar nesta terça o palco onde discursará Cristina Kirchner.   As entidades rurais iniciaram no domingo a quarta greve comercial desde março, quando o Executivo impôs um novo esquema de impostos às exportações de grãos, que não agradou aos produtores.

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