Governo brasileiro oferece ajuda humanitária ao Peru

Segundo Itamaraty, pelo menos 3 mil brasileiros vivem no país; Brasília busca informações de possíveis vítimas

André Mascarenhas e Eduardo Kattah,

16 de agosto de 2007 | 12h21

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu nesta quinta-feira, 16, ajuda humanitária para "mitigar o sofrimento das famílias vitimadas" pelo terremoto que atingiu a costa do Peru na noite de quarta-feira, 15.     Veja também:   Veja as imagens  Câmeras flagram momento do abalo   Mortes em terremoto no Peru passam de 500  Comunidade internacional oferece apoio  Brasileiro relata momentos do terremoto  História do Peru é marcada por terremotos  'A terra se moveu como nunca'  Mais de 600 detentos fogem de cadeia  Embaixada dá instruções para brasileiros  Os piores terremotos na América Latina   Em conversa telefônica com o presidente peruano, Alan García, Lula disse que o governo prepara o envio de medicamentos, alimentos não perecíveis e tendas de campanha para o país vizinho. Segundo assessores do Ministério de Relações Exteriores, por tratar-se de uma determinação do presidente, a ajuda sairá "o mais rápido possível".   Até o momento, a Embaixada do Brasil em Lima não registrou nenhum cidadão brasileiro entre as vítimas do terremoto, mas mantém-se em contato com autoridades peruanas e com os hospitais.   Na cidade de Congonhas (MG), onde participou da inauguração de uma Unidade de Ensino Descentralizada (Uned), Lula conversou por cerca de dois minutos com o colega peruano. Conforme assessores, ele se disse solidário com o presidente e o povo do Peru. Lula colocou à disposição do governo peruano o chanceler Celso Amorim.   De acordo com as últimas informações, o terremoto deixou um saldo de mais de 350 mortos e pelo menos 800 feridos. García afirmou que o país precisa urgentemente de água, alimentos em conserva e tendas para acampamento.   A Secretaria Nacional de Defesa Civil brasileira enviará ao Peru 46 toneladas de alimentos para serem distribuídos entre as vítimas do terremoto que atingiu o país na quarta, segundo anunciou em nota o Ministério da Integração Nacional.   Segundo o comunicado, a ajuda foi solicitada pelo governo peruano ao Ministério das Relações Exteriores.   Serão encaminhadas cestas com sete itens cada - arroz, feijão, açúcar, leite em pó, macarrão, óleo e farinha, com um peso total de 23 quilos.   A Força Aérea Brasileira transportará os alimentos de Vitória, no Espírito Santo, para Lima, capital peruana, até a sexta-feira.   Lula disse na rápida conversa com o presidente peruano que entraria em contato com Amorim para as providências.   Por meio de nota divulgada mais cedo, o presidente também lamentou a perda de "centenas de vidas" e o "sofrimento e imensos danos materiais" resultantes do tremor.   No texto publicado no site do Itamaraty, o governo brasileiro anunciou ainda que a embaixada em Lima mantém "contato estreito" com os hospitais do país para identificar eventuais vítimas brasileiras do desastre. Segundo Itamaraty, cerca de 3 mil brasileiros vivem no país vizinho.   Leia a íntegra da nota:   O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, transmitiu, hoje, a seguinte nota de solidariedade ao Presidente do Peru, Alan García Pérez:   "Recebi com profunda consternação as informações sobre as trágicas conseqüências do terremoto que ocorreu no Peru, na noite de ontem, e que resultou na perda de centenas de vidas, sofrimento e imensos danos materiais para milhares de famílias peruanas.   "Quero manifestar a Vossa Excelência e, por seu intermédio, a todos os peruanos, a mais sincera solidariedade do povo e do Governo brasileiro nesse momento de pesar e que nos entristece.   "Ofereço desde logo a assistência humanitária que o Governo brasileiro possa prestar como contribuição para mitigar o sofrimento das famílias vitimadas."   A Embaixada do Brasil em Lima acompanha os desdobramentos do terremoto e mantém contato estreito com as autoridades e os hospitais peruanos a fim de localizar e prestar assistência a cidadãos brasileiros eventualmente afetados pelo terremoto.Ampliada às 18h03.

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