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Governo brasileiro vê pouca pressão internacional em Honduras

Marco Aurélio Garcia diz que críticas dos EUA a volta de Zelaya mostram 'caráter ambíguo' e pede mais esforços

Reuters

28 de setembro de 2009 | 18h27

A pressão internacional sobre o governo de facto de Honduras, que derrubou o presidente Manuel Zelaya, ainda não foi "suficientemente forte" para resolver a grave crise no país, disse nesta segunda-feira o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia. "Espero que avance um pouco mais ou na direção que os golpistas aceitem uma nova conversa com a OEA, ou a comunidade internacional aumente a pressão", disse em entrevista à Reuters.

 

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Zelaya, que se refugiou na embaixada brasileira em Tegucigalpa após retornar ao país, disse nesta manhã temer uma invasão. Para Garcia, "se houvesse um ato desse seria uma situação gravíssima, teríamos que entrar no Conselho de Segurança da ONU". Segundo ele, isso não deve ocorrer, "mas não se pode subestimar a estupidez humana."

Nesta segunda-feira, o embaixador dos EUA na Organização dos Estados Americanos (OEA), Lewis Anselem, criticou Zelaya por seu retorno "irresponsável e tolo" ao país antes que fosse fechado um acordo para a crise política. Para Garcia, a crítica de Anselem é "ruim" e mostra o "caráter ambíguo da diplomacia norte-americana."

O governo que tomou o poder em Honduras, liderado por Roberto Micheletti, deu um ultimato ao Brasil para que defina o status de Zelaya, sob pena de perder a imunidade diplomática. O governo brasileiro não reconhece a ameaça.

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