Governo chileno e estudantes demonstram otimismo após reunião de aproximação

Ministro da Educação, Felipe Bulnes, disse ser fundamental alcançar a normalização das atividades acadêmicas e se preocupa pela possível perda do ano letivo

Efe,

28 de julho de 2011 | 01h38

SANTIAGO DO CHILE - O governo chileno e representantes de estudantes e professores demonstraram otimismo na quarta-feira, 27, após a primeira reunião para tentar pôr fim a dois meses de mobilizações para exigir uma educação pública gratuita e de qualidade.

 

O ministro da Educação, Felipe Bulnes, assegurou que foi uma conversa amena, onde houve uma aproximação inicial na qual sobressaiu a franqueza e foram estabelecidas bases de confiança.

Bulnes assinalou que é fundamental alcançar a normalização das atividades acadêmicas e manifestou sua preocupação pela possível perda do ano letivo.

 

Por outro lado, a porta-voz da Confederação de Estudantes do Chile, Camila Vallejo, qualificou a reunião como "uma aproximação" e elogiou a disponibilidade do ministro para o diálogo.

 

"Nós notamos uma disposição para uma maior abertura, muita clareza com relação à transparência que se pretende adotar nisto, portanto a valorizamos, mas necessitamos da resposta, por isso não podemos nos antecipar", acrescentou Camila.

 

A representante assegurou que recebeu na reunião a primeira minuta de sua proposta para um acordo social pela educação, que contempla o termo do lucro nesse setor, sobre o qual o Ministério se pronunciará na próxima segunda-feira.

 

Por sua parte, o presidente do Colégio de Professores, Jaime Gajardo, indicou que nesta primeira reunião foi entregue a Bulnes um documento "com o grande acordo social dos estudantes e dos professores", e acrescentou que, por enquanto, as manifestações continuarão.

 

Os estudantes universitários exigem mais recursos para as universidades públicas e o rebaixamento de juros dos créditos com que financiam suas carreiras, enquanto os alunos do Ensino Médio, entre eles 34 em greve de fome, pedem principalmente que a administração do ensino volte para as mãos do Estado.

 

São exigidos também a reconstrução de estabelecimentos destruídos pelo terremoto do ano passado e o uso durante todo o ano do rebaixamento tarifário no transporte público.

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