Governo chileno reforça medidas de segurança após atentado no metrô

A presidente chilena, Michelle Bachelet, reuniu-se nesta terça-feira com os chefes de segurança do país para reforçar as medidas de proteção após o atentado a bomba que deixou 14 feridos em Santiago na segunda-feira, na semana do golpe de Estado que levou o ditador Augusto Pinochet ao poder.

REUTERS

09 de setembro de 2014 | 10h33

A mandatária socialista, que qualificou o atentado de “abominável”, disse que seriam tomadas medidas para garantir que o Chile, uma das economias mais estáveis da região, continue sendo um país seguro, após o pior atentado desde o retorno da democracia, em 1990.

Uma bomba fabricada com um extintor cheio de pólvora e um temporizador foi colocada em uma galeria comercial ao lado da estação de metrô e causou vários tipos de ferimentos, incluindo fraturas expostas e a amputação de parte de um dedo de uma mulher.

Nas ruas de Santiago, podia-se ver nesta terça-feira uma maior presença policial, e o sistema metroviário desativou as lixeiras em suas estações como medida preventiva.

O subsecretário de Interior, Mahmud Aleuy, afirmou esperar que o atentado de segunda-feira não provoque novos incidentes perto da data histórica de 11 de setembro de 1973, quando o socialista Salvador Allende foi derrubado.

“É previsível que as pessoas possam se entusiasmar com este tipo de coisas… vamos reforçar a segurança da cidade com todos os instrumentos que temos disponíveis”, disse ele à rádio local Cooperativa.

As autoridades não indicaram quem poderiam ser os autores do atentado de segunda-feira. Nenhum grupo até agora assumiu reponsabilidade pela explosão.

(Por Fabián Andrés Cambero e Antonio de la Jara)

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