Governo colombiano anuncia 'estocada final' contra Farc

Ministro diz que guerrilha vive 'pior momento de sua história' e apresenta iniciativa militar e social

Efe,

31 de março de 2009 | 16h40

O governo colombiano anunciou nesta terça-feira, 31, um "salto estratégico" em sua política para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), ao implementar uma iniciativa de caráter militar e social com a qual tentará dar a "estocada final" na guerrilha. Assim afirmou o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, segundo quem as Farc, "debilitadas militarmente" e "repudiadas internacionalmente", vivem o "pior momento de sua história."

 

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As declarações do ministro foram feitas depois que, no fim de semana, as Farc disseram estar prontas "para uma troca de prisioneiros de guerra" e dispostas "a não fazer do local do diálogo um obstáculo insuperável". Até o momento, o governo colombiano não tinha se pronunciado sobre o comunicado da guerrilha, apesar de, no sábado, Uribe ter descartado a possibilidade de um diálogo com as Farc e também ter anunciado "firmeza contra os terroristas."

 

Ao abrir, em Bogotá, a conferência "Antiterrorismo Contemporâneo A Experiência Colombiana", Santos disse, nesta terça, que "o animal está ferido" e o governo tem "que manter a iniciativa para dar nele a estocada final, levá-lo a um ponto sem retorno". O ministro disse que o novo plano contra a guerrilha tem seis pontos básicos, entre eles um relacionado a "um esforço de contenção (das guerrilhas) nas fronteiras e nas áreas em que suas estruturas se movimentariam quando suas zonas de base forem atacadas, antecipando seus movimentos."

 

O ministro acrescentou, sem dar mais detalhes, que já estão identificadas as regiões nas quais os rebeldes têm capacidade militar significativa, as mesmas onde será promovida uma "campanha militar maciça e sustentada", até a desarticulação da maior "quantidade possível" de rebeldes e estruturas militares.

 

Santos também se referiu à luta contra o terrorismo e ao narcotráfico, e destacou que, apesar dos bons resultados, o governo "não pode se descuidar, porque o problema do tráfico de drogas continua" e "se espalha perigosamente pela região, como se vê hoje no México e na América Central."

 

O ministro ressaltou ainda o apoio do governo e do Congresso dos Estados Unidos, "que entenderam que o combate às drogas e o terrorismo é uma luta conjunta e compartilhada, e assumiu sua responsabilidade não só com a Colômbia, mas com o mundo."

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