Governo colombiano e Farc têm diferenças na agenda de negociações

O governo da Colômbia e as Farc evidenciaram no sábado novas diferenças sobre a nova agenda que começarão a discutir em novembro, em Cuba, a fim de negociar a paz com a qual buscam o fim para o conflito interno que aflige a país sul-americano há quase cinco décadas.

LUIS JAIME ACOSTA, Reuters

28 de outubro de 2012 | 12h38

Inicialmente, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) disseram em comunicado emitido desde Havana que embora haja uma agenda definida, o preâmbulo do acordo permite tratar de questões sociais e políticas que são a causa do confronto.

Horas depois, no entanto, o presidente Juan Manuel Santos afirmou em um ato do governo que o êxito das negociações de paz dependerão em grande parte que as Farc cumpram com a agenda aprovada.

"Daqui a alguns dias vamos dar início às conversas com as Farc em Cuba, onde espero que se cumpra o que havia sido prometido, de se ater à agenda que se discutiu e assinou, e quem sabe assim poderemos dizer aos colombianos: há paz no país", afirmou o presidente.

As duas partes concordaram sob o princípio de que "nada está confirmado até tudo esteja acordado" para discutir políticas de desenvolvimento agrícola, garantias para o exercício da oposição política, o fim do conflito, a solução do tráfico de drogas e de compensações às vítima.

A rodada de negociações que será realizada em Havana em 15 de novembro vai tentar pôr um fim a um longo período de fracassos nas tentativas de acabar com um conflito que muitas vezes causa tensões nas relações de Bogotá com os seus vizinhos pela presença de rebeldes em áreas de fronteira.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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