Governo Correa acusa Colômbia de tramar contra Equador

Desmetido das Farc sobre vídeo que indicaria relações com presidente é 'nova prova de patranha', diz ministro

Efe,

28 de julho de 2009 | 20h47

O governo equatoriano afirmou nesta terça-feira, 28, que o desmentido que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) fizeram sobre o vídeo no qual um líder guerrilheiro fala de supostas contribuições à campanha do presidente Rafael Correa é "uma nova prova da patranha permanente contra" do Executivo colombiano. Para o ministro de Segurança Interna e Externa do Equador, Miguel Carvajal, o vídeo causou "um dano ao país."

 

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"Em nosso direito, vamos exigir que pelos mesmos meios se mostre e se divulgue a notícia de que este vídeo é parte das patranhas do governo colombiano, que se divulgue o comunicado das Farc e se mostrem as alterações do vídeo", acrescentou. "O Equador não tem por que ser vítima nem de bombardeios, nem de forças irregulares, nem tem por que ser vítima de campanhas midiáticas como essa", completou Carvajal em declarações à rádio Sonorama.

 

Segundo ele, desde março de 2008, "cada vez que há um problema interno na Colômbia" são utilizados recursos midiáticos como este vídeo, declarações ou e-mails contra o governo equatoriano. Em 1º de março de 2008, o Exército colombiano bombardeou um acampamento clandestino das Farc sem aviso prévio às autoridades do Equador.

 

Essa operação, em que morreram 26 pessoas, entre elas o porta-voz internacional da guerrilha, conhecido como "Raúl Reyes", um cidadão equatoriano e quatro estudantes mexicanos, provocou a ruptura das

relações entre ambos os países. A situação diplomática, que se mantém até hoje, se agravou desde

que em junho passado um juiz equatoriano ditou uma ordem de prisão preventiva contra o ex-ministro da Defesa da Colômbia Juan Manuel Santos, por envolvimento no bombardeio.

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