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Governo de facto amplia toque de recolher em Honduras

Estado de sítio está vigorando há 38 horas, desde que o presidente deposto Manuel Zelaya voltou ao país

AP,

22 de setembro de 2009 | 18h59

O governo de facto de Honduras ampliou em 12 horas o toque de recolher, que  deverá se estender até às 6 horas da manhã desta quarta-feira, 23, após dispersar utilizando bombas de gás e cacetetes centenas de partidários do presidente deposto Manuel Zelaya que permanece abrigado na embaixada do Brasil.

  

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O ministro da Informação do governo de facto, René Zepeda, disse à Associated Press que "a medida foi adotada por questões de segurança nacional."

 

O toque de recolher foi instaurado desde segunda-feira, às 16 horas, devido ao retorno ao país do presidente deposto Manuel Zelaya, que está refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

O estado de sítio em Honduras está vigorando há 38 horas.

 

Cerca de 85 pessoas, em sua maioria mulheres e crianças, abandonaram nesta terça, 22, a embaixada brasileira. Ônibus e caminhões enviados pela embaixada dos Estados Unidos e policiais recolheram as pessoas diante do prédio para levá-las a outros locais.

 

O porta-voz da polícia Melvin Durate disse à Associated Press que "todos decidiram sair por vontade própria da embaixada. Entre eles, permaneciam na embaixada Rafael Sarmiento, um engenheiro agrônomo de 35 anos, que declarou estar "com Zelaya para levá-lo onde ele deve estar, na presidência".

Acrescentou na embaixada brasileira, "não há escassez de água, comida ou eletricidade". Outro seguidor do presidente deposto, o universitário Jorge Ramírez, disse que "estaremos aqui o tempo que for necessário".

 

Um carro das Nações Unidas entregou hot-dogs aos partidários de Zelaya e empregados da embaixada do Brasil. "Trouxemos o que pudemos encontrar", disse o funcionário da ONU Pedro

Dimaggio. Quase todo o comércio está fechado na cidade.

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