Governo de facto de Honduras quer tirar país da Alba

Autoridades encaminharão pedido de retirada do grupo ao Congresso nesta quarta-feira

Efe,

16 de dezembro de 2009 | 14h37

O governo de facto de Honduras enviará nesta quarta-feira, 16, ao Congresso um texto para concretizar a retirada do país da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba).

 

"Nesta quarta, a iniciativa será enviada ao Congresso Nacional. A decisão foi tomada ontem à noite, na reunião do gabinete de ministros,mediante um acordo assinado pelo presidente da República, Roberto Micheletti", ressaltou o ministro da Presidência, Rafael Pineda.

 

O funcionário acrescentou que a decisão de cancelar a adesão à aliança, capitaneada pela Venezuela, foi tomada porque "alguns países da Alba não dispensaram a Honduras o tratamento respeitoso correspondente a um país".

 

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Pineda disse que a suspensão do tratado da Alba, à qual Honduras aderiu em 25 de agosto de 2008, durante a Administração de Manuel Zelaya, não altera a relação comercial, como a compra de combustíveis por meio da Petrocaribe, por exemplo.

 

Ainda segundo o ministro, a decisão final sobre o tema será do Parlamento hondurenho. Mas uma das razões que levou Honduras a querer deixar a Alba foi o "tratamento desrespeitoso" do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que, de acordo com Pineda, ameaçou invadir o país após o fim do mandato do chefe de Estado derrubado.

 

O funcionário acrescentou que, na época da criação da aliança, setores negaram "que a Alba tivesse um componente político" associado "ao socialismo". Mas, depois, "o tempo se encarregou de confirmar que, sim, havia".

 

Pineda também falou das relações de Honduras com os Estados Unidos, um país "amigo" e principal mercado para os produtos hondurenhos. Os americanos sempre foram "amigos tradicionais" e, "nas horas difíceis, o povo americano esteve conosco. Eles são nosso amigos, foram nossos amigos", acrescentou o ministro.

 

A Alba acabou de realizar uma cúpula em Havana, na qual reiterou sua rejeição ao Governo interino de Honduras e sua reivindicação para a pronta restituição de Zelaya ao poder.

 

Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua, Venezuela e Dominica, Antígua e Barbuda, e São Vicente e Granadinas integram a Alba junto com Honduras.

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