Governo de facto de Honduras se diz acima de acordo

Declaração é uma resposta ao pedido de anistia da comunidade internacional para o deposto Manuel Zelaya

Efe

12 de dezembro de 2009 | 02h36

O Governo de facto de Honduras rejeitou na sexta-feira, 11, a anistia política como uma saída para a crise que vive o país por causa da deposição de Manuel Zelaya porque "está acima" do acordo de Tegucigalpa-São José.

"A anistia não é competência do Governo (...) os negociadores do senhor Zelaya e os negociadores do presidente (de facto, Roberto) Micheletti a eliminaram do Acordo de Tegucigalpa-San José; então, não tem razão ela aparecer agora de novo", disse a jornalistas o chanceler de facto, Carlos López.

López acrescentou que "fazer exigências acima do Acordo de Tegucigalpa-San José não faz sentido".

As palavras de López surgem depois que os presidentes do Panamá, Ricardo Martinelli, e da Costa Rica, Oscar Árias, disseram na terça-feira, 8, ao governante eleito hondurenho, Porfirio Lobo, que a comunidade internacional pede anistia política para Zelaya, que permanece na embaixada do Brasil desde o mês de setembro.

Outros pedidos de Árias e Martinelli a Lobo foram que Micheletti renuncie, porque o Congresso Nacional já rejeitou a restituição de Zelaya, e que se integre o Governo de reconciliação estabelecido no Acordo.

Sobre Micheletti, López indicou que "certamente" continuará no cargo até o dia 27 de janeiro próximo, quando assumirá Lobo, pois "para isso o elegeram no Congresso" após a deposição de Zelaya.

Ele acrescentou que insistir na anistia política seria "má ingerência nos assuntos internos de Honduras".

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