Governo de Honduras afasta diplomatas da Argentina

Governo de Kirchner já havia afastado a embaixadora de Honduras no país a pedido expresso de Zelaya

Marina Guimarães, enviada especial da Agência Estado,

18 de agosto de 2009 | 16h26

O governo de fato de Honduras rompeu relações diplomáticas com a Argentina, segundo nota da Secretaria de Relações Exteriores de Honduras enviada à chancelaria argentina. "No marco da mais estrita reciprocidade, o governo de Roberto Micheletti decidiu que a partir desta terça-feira, 18, a relação diplomática entre ambos os países será canalizada por meio da embaixada da Argentina em Israel", diz a nota.

 

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A chancelaria interina de Honduras afirmou em comunicado que os diplomatas da embaixada argentina em Tegucigalpa "encerraram suas funções em Honduras" e que eles receberão, "com base no princípio de reciprocidade, tratamento, prazos e facilidades iguais aos concedidos aos funcionários hondurenhos na Argentina". A Argentina é um dos países que condenaram o golpe de Estado e desconhece o governo 'de facto' liderado por Roberto Micheletti, instalado após a destituição do presidente Zelaya.

 

Os diplomatas e funcionários das áreas administrativa, técnica e de serviço da embaixada da Argentina em Tegucigalpa "receberão o mesmo tratamento, termos e facilidades concedidos aos empregados e funcionários hondurenhos da embaixada de Honduras em Buenos Aires", completa a nota.

 

Na semana passada, o Ministério de Relações Exteriores da Argentina anunciou a expulsão da embaixadora de Honduras em Buenos Aires, Carmem Eleonora Ortez Williams, "pelo apoio público que a diplomata deu ao governo de Roberto Micheletti". Na ocasião, a chancelaria argentina informou que a relação diplomática entre os dois países "será canalizada pela embaixada de Honduras nos Estados Unidos".

 

Em diversas oportunidades, a presidente argentina Cristina Kirchner expressou sua condenação ao golpe de Estado em Honduras e defendeu o regresso de Manuel Zelaya ao poder, deposto no dia 28 de junho passado por Roberto Micheletti.

 

Com Reuters

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